Apenas dizer um oi

eu achei um diário perdido

2020.10.22 19:47 Levi_Oficial eu achei um diário perdido

Oi meu nome é Levi, e vou compartilhar uma coisa estranha que aconteceu comigo, eu estava caminhando na rua, quando vi um diario, eu peguei dei uma lida, mas dai, vem a parte mais misteriosa, vou ler pra vcs:
Meu nome é Léo, e essa é a história de como eu cheguei no Limbo.
Eu tinha chegado em casa depois da faculdade, estava muito cansado e com sede. Eu fui para cozinha, peguei minha agua e fui para sala. E lá estava, a razão de eu ter parado aqui a maldita PORTA. Eu não sei porque, mas eu abri a porta, lá dentro da porta tinha uma salinha, bem pequena, aquilo não estava lá quando eu aluguei o apartamento, eu entrei lá dentro, um dos meus maiores erros, eu olhei para trás, a porta não estava mais lá, eu gritei por ajuda, bati onde tinha a porta, mas nada. Quando eu olhei de volta para a sala, um corredor gigante tinha aparecido. Eu me sentei no chão, e comecei a chorar, eu me desesperei, eu ia ficar ali para sempre, então eu enxuguei minhas lagrimas, e comecei a caminhar, era um monte de salas, cada uma igual a outra, paredes da cor preta, luzes azuis no teto, apenas paredes e luzes, um tempo passou, talvez 1 dia, 2 horas ou até 1 ano, eu não sei mais. Isso nos traz ao presente...
Eu não sinto mais fome, sede, cansaço, acho que perdi minha humanidade. Eu estou mais magro que o normal, estou quase com a magreza de um spagueti. Minhas mãos estão ficando vermelhas, meus dedos estão crescendo e minhas unhas também, deus você não sabe como dói, mais tempo passou, eu acho. Eu estou ficando corcunda, minhas orelhas estão pontudas, eu não me sinto bem, as páginas do diário estão acabando.
Acabou essa é a última página, eu gastei as últimas páginas com desenhos. Eu sou tão burro, agora o diário é só pra coisas importantes.
Eu acho que esse é o fim, eu não posso mais fazer nada. EU AJEI UMA JANERA, A MINA SCAPATORA, MINAS MANOS ESTON EZTRANAS, NAM CONZIGU EZCREBER DIRETO, EU BOU FUBIR DAGUI, ABEUS OTABIUS! Esse foi o fim do diario, depois disso eu fui dormir com medo do que tinha atras de mim. se alguem puder me dizer oque aconteceu com o cara, eu agradeço...
submitted by Levi_Oficial to desabafos [link] [comments]


2020.10.20 21:53 Silverphone157 Precisa de alguma ajuda?

Oi, eu já passei por algo um momento de minha vida que não sei dizer se realmente foi uma depressão ou não ( até pq eu acabei superando esse momento sozinho, sem ajuda de psiquiatrico, nem psicologo, e sem ngm saber q eu tinha ), tbm já tive crise de anciedade ( mais level, que durou apenas uns 10m ) e tenho uma leve insônia desde bem pequeno ( leve no tipo de levar no minimo 30m e as vezes 2-3h até conseguir dormir [ ainda n tive uma de ficar a noite toda acordado ] ) e gostaria de ajudar quem precisa de alguma ajuda quanto à isso, se vc está precisando de ajuda, deixe um comentario aqui, que eu tentarei te ajudar, mas claro sem usar aquelas frases genericas que não funcionam mas as pessoas ainda usam como por ex '' você é especial '' sendo que no meu caso eu nunca quis ser especial, eu apenas queria paz de espirito, paz na minha mente.
submitted by Silverphone157 to desabafos [link] [comments]


2020.10.11 21:07 Barbaro_Erudito Hitler perseguia negros? Final da temporada de The Boys. Bem vindo ao Reddit!

Hitler perseguia negros? Final da temporada de The Boys. Bem vindo ao Reddit!
Oi, como podem perceber sou novo aqui. E como bem perceberam no título desse tópico (será que posso chamar de tópico? Isso tudo aqui parece um fórum pra mim.) gosto de causar polêmica a troco de absolutamente nada. Com isso fica fácil deduzir como eu vim parar aqui: perdi todas as outras redes sociais (Facebook, Twitter) por causa do que eu postava sobre as minhas opiniões político-partidárias. A turma via minhas postagens, deturpava e mandavam os seus robôzinhos denunciar meus perfis. Perdi todos, acho que foi até uma bênção pra mim.
Assim que criei a conta aqui prontamente achei a comunidade brasileira, o reddit.com/brasil. Entretanto logo após que eu fiz um comentário lá recebi uma mensagem dizendo que eu tinha que ter 15 dias de existência e 50 pontos... sei lá! Então quando eu parei para analisar bem quais eram as postagens que tinham e como eram os comentários, logo conclui que lá é um antro de esquerdistas intolerantes que muito provavelmente taxaram e continuam taxando os 57.796.986 eleitores que votaram no Bolsonaro (é, dei uma Bingada. Sim, uso o Bing, fodase!) de nazistas, fascistas, otorrinolaringologistas e etc.
Então, prontamente saí em busca de outra comunidade brasileira aqui no Reddit quando enfim cheguei aqui. Fiz um comentário numa postagem e aparentemente ele não caiu num limbo devido a minha falta de tempo de conta ou de pontuação inútil que a gente só encontraria naquele episódio de Blackmirror sobre as redes sociais. Então, tô aqui.
Finalizando a minha apresentação e de como eu cheguei aqui e iniciando os temas do título do tópico, recentemente veio-me uma dúvida a minha mente: o Hitler realmente perseguia negros? Ou para uma melhor colocação: o nazismo perseguia SOMENTE negros? Porque todo esse bombardeamento da mídia e até das escolas onde nós estudamos dá a entender que tudo o que o Hitler fez foi somente para matar todos os negros do planeta inteiro e disseminar a sua raça ariana pura, quando nós bem sabemos que, além de negros, o nazismo perseguiu muito mais e mais violentamente os judeus, as populações dos países adjacentes a Alemanha como os poloneses e também ciganos. Até lembro que o Jesse Owens participou "de boaça" das competições bem debaixo do nariz de Hitler, como um demônio sanguinário permitira uma provocação tão grande quanto essas? Um negro vencendo sua raça ariana para todo o planeta ver?
Aí veio a série The Boys juntamente com a personagem Tempesta (Stormfront). Quero logo dizer que eu não li as HQs, apenas vi alguns vídeos do canal Ei Nerd onde ele dizia que nas HQs esse personagem era homem, enquanto na série colocaram ele como mulher. Até aí beleza. Mas na série colocaram a Tempesta como se fosse a esposa de um nazista lá que criou os primeiros supers, incluindo ela. E a temporada inteira deu a entender que ela não gostava apenas de negros, quando, na verdade, como escrito anteriormente aqui, o nazismo perseguiu além dos negros, com muito mais afinco e violência, judeus, ciganos e poloneses e dentre outros. Daí já tem uma contradição: por que ela escolheria a América do Norte, que já tinha, tanto numa época recente da segunda guerra quanto até os dias atuais onde a série se passa, uma vasta diversidade de raça, cor, etnia e etc? Por que a Vought não continuou na Alemanha e não se estabeleceu por lá apenas para fazer os supers com arianos? Ou por que (e como) o Stan Edgard conseguiu se tornar o chefão da Vought com a Tempesta sempre sendo a "dona da empresa" por trás dos panos, afinal ela não era a esposa do criador da empresa cujo o nome deriva do sobrenome do mesmo? Pra mim, não faz muito sentido.
Então reparei nessa cena do último episódio da segunda temporada:
https://preview.redd.it/6yate39tkis51.png?width=3000&format=png&auto=webp&s=8f622d68d9a0bf74ff003c01294c96fa0d79b53a
Leitinho usa uma camisa com o símbolo de uma mão em forma de punho fechado levantado pra cima. Não é de hoje que percebo essa série dando umas "esquerdizadas". Vem acontecendo desde o episódio lá da igreja, onde praticamente taxa todos os cristãos como homofóbicos altamente odiosos e os líderes cristãos como hipócritas por experimentarem o homossexualismo.
E acredito que não seja por acaso o Leitinho estar usando essa camisa quando recentemente estamos vendo os Antifas usando esse mesmo símbolo estampado em suas ações; isso nada mais passa, ao meu ver, uma mensagem que diz "olha só, os antifas são os nossos amiguinhos! Eles são os mocinhos da história assim como o Leitinho e os The Boys!" Bem como atrelado a todo o contexto em que a série está incluída, onde temos algumas pessoas 'normais', vistas na sociedade como criminosas, lutando contra os 'heróis' que são os verdadeiros vilões e criminosos da série, porém agem por trás dos panos e ludibriam a população com uma aura de "herói bonzinho". Alguma semelhança com a vida real? Ao meu ver, numa conclusão óbvia, os The Boys são os Antifas e o Capitão Pátria e companhia são, nos EUA, os republicanos de direita pró-Trump. Ou até melhor, dando um exemplo conterrâneo, são os "cidadãos de bem" aqui do Brasil.
CIDADÃOS DE BEM
Ah... os "cidadãos de bem"... finalmente cheguei no ponto em que eu queria. No último ano, não, digo, desde quando o Bolsonaro venceu as eleições, qualquer coisa deplorável que surja na mídia ou em qualquer jornalzinho de uma cidadezinha, já é taxado pelos esquerdopatas como praticados pelos tais "cidadãos de bem" que votaram no Bolsonaro. Isso vai desde uma simples briga de trânsito até o ataque da escola de Suzano. Não importa! Quando eles observam um crime sendo cometido, uma cena em que alguém está sendo humilhado ou prejudicado prontamente já dizem: "—olha o cidadão de bem eleitor do Bolsonaro aí!" E eles falam com uma convicção de que num presídio não existam presos apoiadores de Lula, Dilma ou que sejam inclinados a apoiarem as pautas comuno-progressistas e socialistas que essa turminha tanto defende.
É a corrupção do "cidadão de bem". É isso que 'eles' estão fazendo! Se um "cidadão de bem" sai de sua casa, pega ônibus, vai pro trabalho e quando volta cansado do trabalho é morto em um assalto, não importa! Ele era um "cidadão de bem", morreu porque uma "vítima da sociedade" queria algo dele por acreditar inconscientemente numa "dívida histórica" que o tal cidadão de bem tinha com ele. Onde já vimos isso antes? Um cidadão de bem sendo o malvado da história quando o criminoso na verdade era o "mocinho"? Um povo que fora escravizado no passado e está descontando suas "raivas ancestrais" em pessoas que nunca escravizaram alguém na vida? Um herói que na verdade é um vilão sendo vencido por criminosos que na verdade são os mocinhos?
FINALIZANDO E TIRANDO MINHAS CONCLUSÕES...
Agora é que a minha viagem na maionese começa: os Antifas é, como nós todos, pessoas com 3 ou mais neurônios na cabeça já sabemos, é um grupo terrorista que busca instaurar o caos com um claro objetivo político que derrubar o Trump! Ou seja, derrubar a direita.
Subvertem o termo "cidadão de bem" para poderem legitimar as suas atitudes, como destruir patrimônios público-privados, derrubar estátuas e saquear lojas e até a assassinar pessoas como vem acontecendo nos EUA depois da morte de George Floyd assim como vai acontecer muito mais, tanto lá quanto aqui no Brasil. Mas, lembrando que é sempre sob o pretexto de combater o "cidadão de bem". A pessoa que é "boazinha" por fora mas por dentro é racista, fascista, otorrinolaringologista, etc. O dono de uma mercearia por exemplo? É um cidadão de bem! Pois ele agride os menos desfavorecidos com a sua prosperidade.
Pra isso eles precisam de uma vítima: o povo negro. E para "protegê-los" precisam de um vilão no nível de um demônio: os nazistas.
Agora aqui no final eu deixo um questionamento para os que leram até aqui: a cada dia que passa vemos mais e mais notícias da mídia dizendo que o "neonazismo" está crescendo nos EUA e aqui no Brasil. Você já viu alguma organização neonazista aqui no Brasil? Já foi convidado para entrar em alguma organização dessas? Já foi perseguido e agredido por uma dessas organizações? Existe, hoje, algum político que defenda abertamente o nazismo (obs: aquele professorzinho da piscina da suástica não conta, aliás, ele nem vai conseguir se eleger)?
Pergunta bônus:
Existe algum grupo nos dias atuais que defendam a "não miscigenação" sob o pretexto de manter a raça pura?
(alerta de spoiler)https://media.gazetadopovo.com.b2018/01/1f114ef69a9e7fc41f6524dc96151694-gpMedium.jpg
Bom, acho que consegui criar uma bela treta pra começar a usar essa... rede social (?)
Bom... parece um fórum...
submitted by Barbaro_Erudito to brasilivre [link] [comments]


2020.10.11 19:52 eshiihihi Solidão que nunca acaba.

Todo dia eu sinto uma extrema solidão, um sentimento como se faltasse uma peça em mim. Sinto isso desde 2017. Eu nunca tive amigos, apenas colegas, pessoas passageiras, nada que marcasse, eu nunca saí com amigos, nunca tive amigos na vida real, apenas pela internet e eu me sinto muito solitário por isso. Minha mãe sempre caracterizou isso como se eu gostasse só porque eu não saio muito de casa. Várias pessoas já me convidaram para sair, seja em shoppings, praças, etc e em todas as vezes ela recusou, muitas vezes foram porque ela não tinha dinheiro para me dar, mas na maioria das vezes era porque ela simplesmente não queria que eu saísse, "ah, mas ela tá preocupada contigo", sim, ela está, mas me privar de fazer coisas que pessoas da minha idade fazem é algo horrível. Eu vivo vendo várias pessoas da minha idade saindo com amigos e eu aqui deitado na minha cama sem fazer nada e ninguém pra poder dar um rolê. É horrivel ver os stories de alguém no Instagram saindo com amigos, zuando com eles e eu aqui nunca fiz isso. É muito ruim, mesmo. E o pior de tudo é que desde pequeno eu fui criado pra ter essa mente, mas eu não sou assim e se eu falar isso pra minha mãe ela vai discordar ou dizer que antigamente eu não era assim, mas pessoas mudam, mas ela não me ouve de jeito nenhum. E eu também sou muito tímido, eu já encontrei várias pessoas que tem os mesmos gostos que o meu e eu nunca consegui dar um "oi" pra essas pessoas, eu ficava congelado e a minha boca não abria. Eu conseguia falar de boas com pessoas que puxavam assunto comigo, mas é impossível eu puxar assunto com alguém. Eu coloquei na minha mente que quando acabar a pandemia, podermos ir para escola e afins, eu vou tentar me socializar o máximo possível porque é horrivel você saber que quando precisar de alguém, você não tem ninguém. Quando você quiser conversar com alguém, você não terá ninguém. É horrivel sentir isso. Além de várias outras restrições como a minha aparência. Eu quero raspar a minha cabeça, mas a minha mãe já me disse coisas como "se quiser ficar careca então pega câncer logo", e mais coisas do gênero. Eu nunca pude escolher como eu quero me vestir, era ela que sempre decidiu e se eu discordasse, ela iria me privar de fazer coisas que eu amo e preciso fazer. Eu tenho muitos segredos que minha mãe não sabe e eu nem sei como posso contar pra ela, são coisas íntimas que ela precisa saber, mas ela me xingaria por isso e me privaria de fazer coisas que eu gosto como já fez várias vezes. Eu queria saber como eu posso abrir a mente da minha mãe. Ela é muito religiosa, narcisista e ainda abusiva, além de homofóbica e machista. E eu sou total mente aberta e liberal, ela não me ouve em nada e mesmo eu explicando coisas básicas como respeitar os outros, ela diz que eu estou a desrespeitando e começa a brigar e falar alto comigo. Ela já agrediu eu e minha irmã por isso.
submitted by eshiihihi to desabafos [link] [comments]


2020.10.11 06:38 MalalaBR Tenho uma família tóxica?

Oi, pessoal!
Essa é a minha primeira postagem no Reddit. Decidi criar um perfil depois de procurar por conselhos sobre minha situação no Google e achar uma ótima postagem nessa plataforma.
Enfim, quero desabafar e também quero conselho de quem possa me ajudar.
Eu estava escutando um podcast sobre relacionamentos tóxicos e fiquei refletindo: será que tenho familiares tóxicos?
Vou explicar pra vocês o que ando vivendo.
Estou namorando com um carinha faz mais de 2 anos, um amigo de infância. A gente chegou a terminar mas reatamos um ano depois. Foi um tempo bem difícil sem ele, pois nos damos bem em todos os aspectos.
O motivo do nosso término naquela época foi a minha família. Minha mãe simplesmente não aceita o relacionamento e fazia um inferno desde sempre. Na visão dela, o meu namorado não é o suficiente para mim.
Eu sou o orgulho da família: uma pessoa recém-formada em um curso "promissor" e esperando as coisas acalmarem (pandemia) para começar em um trabalho que tenho garantido. Mas mesmo assim, ela acha que vou "me perder" por conta desse namoro. Em parte eu entendo, pois ela casou cedo e engravidou muito nova (aos 16) e anos depois se divorciou. Mas eu não sou ela e não terei o mesmo destino: já tenho 22 anos, não penso em filhos e muito menos casar tão cedo (talvez seja um reflexo).
O meu namorado é vestibulando, pois se atrasou um pouco nos estudos por conta de questões familiares: ele não tinha apoio de ninguém. Eu entendo perfeitamente a situação em que ele está e enxergo todo o esforço dele para passar no curso dos sonhos. Tenho certeza de que ele conseguirá, pois estuda diariamente para isso.
Contudo, minha mãe não enxerga isso. Apenas vê uma parte dele: desempregado e vestibulando. Ela acha que ele é um vagabundo. Mas ele não é, pois ajuda o pai no trabalho sempre quando necessário e ganha alguns trocados.
Importante dizer que sou a mais velha dos filhos. E mais importante ainda dizer que o meu irmão mais novo jamais foi julgado como eu por estar com alguém que ama. E meu irmão não é bem um exemplo: não gosta de trabalhar, sempre teve um desempenho medíocre nos estudos e pede dinheiro a minha mãe sempre. Gosta de vida fácil. Já cheguei a pagar uma fatura do cartão de crédito dele porque ela me pediu. Já dá para entender que ela tem um favorito, né?
Esse desabafo vem depois de um episódio de uma piada de mal gosto e bem inconveniente: meu namorado estava aqui em casa (estou morando em uma cidade pequena com casos controlados da COVID) e eu me levantei para tomar um banho. Assim que saio do banheiro, meu irmão e minha mãe estão na sala de estar e começam a tirar onda da minha cara, perguntando de uma maneira jocosa se eu havia transado com ele (pois estávamos sozinhos por alguns instantes).
Eu não acreditei naquilo.
Respondi que não tinha dado liberdade a nenhum dos dois para me perguntar algo tão íntimo e sai da sala. Ao sair da sala, escuto minha mãe dizer que aquele assunto era de interesse dela. Rebati que não era, pois era pessoal. Ela respondeu dizendo que se algo acontecesse comigo, iria para as "costas dela". Ou seja, se eu engravidasse, ela quem iria ficar responsável por tudo.
Ledo engano. Eu faria de tudo, mas não pediria um centavo. Gosto da minha independência, estudei para isso. Só estou aqui, nesta cidade pequena onde ela mora, por conta da pandemia, mas logo mais voltarei para onde tenho um emprego na manga. E meu namorado com certeza não ficaria de braços cruzados, ele mesmo me disse que enxugaria gelo para sustentar um eventual filho.
Esse foi só um dos inúmeros episódios. Falar sobre todos daria um livro. Já fui chamada de tudo, menos de santa por manter e reatar esse relacionamento. Ela já passou duas semanas sem falar comigo por conta de uma briga que tivemos, e durante essa briga o meu aniversário passou em branco: não me desejou um simples parabéns. Enquanto isso, meu namorado fez de tudo para ser um dia especial, mas percebeu a minha tristeza naquele dia. Um verdadeiro inferno!
Desde que cheguei nessa cidade, para ficar com ela durante a pandemia, sofro com isso. Cada visita do meu namorado (que até evita vir aqui) é um sufoco.
Realmente não entendo esse comportamento. E não acho que sou uma adolescente que é cega pelo namorado, sei que sou nova, mas não tenho mais idade para ser tão boba. E não é a primeira vez: para ela, nenhum namorado meu era bom o suficiente.
Eu sinceramente acho que essa aparente preocupação da minha mãe vai bem além disso. Estou tentando levar ela ao psicólogo, mas ela se nega. Acho que ajudaria bastante para que ela enxergasse todos os comportamentos tóxicos não só comigo, mas com minha irmã mais nova (quem xinga e grita todo dia) e com o namorado dela também (que é feito de gato e sapato!). Ela realmente precisa de ajuda.
A minha utopia é de uma convivência pacífica: que meu namorado possa vir almoçar em família em um dia de domingo, participar de aniversários e churrascos, mas como falei, hoje isso é apenas uma utopia.
O que vocês me aconselham a fazer? A sinceridade é bem-vinda e agradeço a todos de bom coração!
submitted by MalalaBR to desabafos [link] [comments]


2020.10.07 10:55 mvpetri Terapia: É normal o paciente definir o valor e também ser pressionado a pagar em dinheiro?

Desculpe se não for apropriado para o sub, e desculpe se acabar ofendendo alguém, mas eu realmente não tenho muito parâmetro de comparação. Acabou ficando um post bastante longo, mas ilustra a minha primeira experiência com terapia. Algo que eu evitei por vários anos e talvez eu tenha ido sem saber direito o que esperar. Acabou não durando muito, somente duas sessões, e a história é a seguinte:
No começo do ano eu estava em um estado bastante crítico em questões de saúde mental e peguei um contato de uma terapeuta e fui fazer uma consulta. Eu não sabia o que eu iria dizer, eu não tinha nenhuma informação sobre, eu só sei que eu precisava e o resto se acertaria. Literalmente mandei uma mensagem de whatsapp. O que mandei, só omitindo os nomes, foi:
Bom dia ***, tudo bom? Recebi seu contato por um amigo em comum, espero que não se importe. Poderia, por gentileza, me passar informações sobre seu atendimento? Local, valores e outras informações que considerar necessárias? Obrigado.
A resposta que recebi foi bastante normal, me passou o endereço, perguntou meu nome, dias e horários de disponibilidade. Mas terminou dizendo:
"Sobre o valor, eu acho que seria importante conversarmos sobre num primeiro atendimento."
Aí eu já fiquei um pouco confuso. Eu tinha que pagar a primeira consulta? Era de graça? Até cheguei a perguntar para algumas pessoas. Uns falaram "só vai", outros falaram que isso era estranho, outros falaram que "coisa de psicólogo". Marquei um dia e fui.
Um dia antes da consulta ela mandou um email confirmando atendimento. No dia do atendimento eu não estava confortável. Era a primeira vez e meu estado era de vulnerabilidade. Quando perguntei sobre a frequência de atendimento e o valor, ela não quis me dizer quanto era o valor da hora. Que era para eu decidir o valor a pagar. Sem dar nenhum valor mínimo, máximo, ou de referência. Eu não soube o que responder e falei que não sabia o que sugerir. E até fui sincero e perguntei "como vou saber o que é justo para a sua hora de trabalho mas também dentro daquilo que eu vou receber?", mas ela não justificou. Disse, e pareceu que foi desconversando, que isso poderia ter algum tipo de significado.
E a primeira sessão acabou não sendo cobrada mesmo. Voltei para casa e fiquei pensando nisso. Não era muito o que eu esperava de uma primeira relação com terapia, porque você vai em um psicólogo procurando assistência aos seus problemas internos, e não sair pensando em um problema novo... E também porque o atendimento foi meio estranho. Ela não falava nada, acredito que para estabelecer a minha liberdade de falar sobre o que eu quisesse, mas ela também não direcionava. Houve momentos que eu não era capaz de saber o que falar e ficávamos em silêncio apenas.
Mas tudo bem, ela me falar para estabelecer o valor foi algo pequeno. Passei a semana e pensei em um valor que eu considerasse justo. Acabei acordando comigo mesmo em um valor um pouco maior do que eu gostaria.
Na semana seguinte fui com o dinheiro e quando a sessão começou ela perguntou o que eu gostaria de falar. Eu abri com isso e falei o valor que eu tinha pensado. Da forma como ela tinha colocado, por ter dito especificamente que isso poderia trazer um significado, eu fiquei com a expectativa de que iríamos desenvolver o assunto. Mas não, ela falou "tudo bem" e ficou por isso mesmo. Eu perguntei quais seriam as formas de pagamento possíveis. No site onde ela anuncia, há opção de cartão de crédito. Eu queria, como cliente, uma opção que não me obrigasse a andar com dinheiro por aí. Depositar antes, pagar o boleto, ou a opção do cartão de crédito que ela anunciou no site. Mas quando perguntei ela falou que iria ser em dinheiro. Eu tentei ver se não havia outra possibilidade, porque eu tinha que sacar o dinheiro no dia, pegar o metrô e ir até lá. Ela somente recusou, sem explicar os motivos. Vou aceitar que foi porque ela não tinha outra opção de receber, mas não falamos mais sobre isso. Deu mais um tempo sem nenhum de nós falarmos nada e quando ficou desconfortável eu abri outro assunto.
E eu sei que foi só o segundo atendimento. Mas ela não falar nada em nenhum momento, e nesse dia inclusive ficar mascando chiclete enquanto eu estava lá confuso, me incomodou um pouco. Até que em uma hora eu falei que estava meio estranho, porque eu estava falando mas não estava recebendo nada, que não me soava natural falar e não ter nada a ouvir. Aí ela imediatamente respondeu bem séria dizendo que não aquilo não era uma conversa, que não iria haver retorno da parte dela. Eu acredito, e não acho que ela estava errada nesse aspecto, que ela estava definindo os limites profissionais na relação terapeuta-paciente. Mas pelo tom, e provavelmente porque eu estava vulnerável, eu senti que foi um pouco agressivo. Algo que poderia ser tão assertivo, mas sem a rispidez. Aquilo me deixou um pouco desconcertado, porém antes que eu pudesse interpretar qualquer coisa ela terminou a sessão. Foi um clima bem desconfortável. Tinha passado apenas 40 minutos, eu falei "ah, ok...?", ela levantou, eu levantei e sai. Dei 10 passos e antes de sair do prédio eu me toquei que não tinha pago. E foi por pura confusão pelo modo abrupto como a sessão terminou. Voltei, bati na porta, falei "desculpe, eu esqueci de te pagar". Ela recebeu e eu sai.
Aí, dada essa sensação estranha das primeiras duas sessões, eu sabia que não iria conseguir continuar com ela. Foi incompatível. Parte porque eu não botei fé que ela iria me ajudar em alguma coisa. Eu posso estar errado nisso, pode até ser um método super eficiente. Mas sei lá. Parte porque foi estranho ela não ter falado o valor e feito eu decidir quanto pagar. Na época eu não sabia, mas isso vai contra o código de ética do psicólogo. Que diz que o valor deve ser comunicado antes do trabalho ser realizado, e nesse caso o valor foi somente acordado a posteriori. E também pela forma como ela estabeleceu a relação. Que para mim foi meio agressiva.
Enfim. Eu sai de lá e fui em uma padaria comer um pastel porque comecei a tremer sei lá porque. Fiquei refletindo sobre e decidi que não era para mim. As políticas dela eram essas e estavam claras: Eu iria definir o valor a pagar, iria ser em dinheiro, e nas sessões eu iria falar sem que ela desse qualquer direcionamento. Eu tinha ou que aceitar ou não. Sem ela ter me passado a garantia de que aquilo iria me ajudar ou garantia de que eu não estava indo só perder meu tempo, decidi não continuar. Mandei uma mensagem cancelando. Eu tinha que mandar a mensagem porque havia ficado implícito que eu iria na semana que vem então eu precisava cancelar. Mas eu só queria terminar aquilo e não me justificar, então mandei a seguinte mensagem:
Boa tarde, ***. Obrigado por ter me recebido hoje. Gostaria de avisar, entretanto, que não darei continuidade nas sessões. Agradeço novamente pela disponibilidade e ajuda. Abraços."
Ela respondeu com algo inusitado:
mvpetri tudo bem? O que você acha de conversarmos sobre isso na próxima sessão?
Fiquei confuso porque eu falei justamente que não iria na próxima sessão, então respondi:
"Oi, desculpe se minha mensagem não saiu clara. Quis informar que não darei continuidade com as sessões. Aviso para que possa liberar o horário de sua agenda."
Posso ter sido meio indelicado nessa última, mas na hora eu estava mais confuso do que querendo passar mensagens implícitas, então fui bem direto e sincero. Ela compreendeu e disse que tinha colocado a possibilidade de conversar para saber porque eu tinha mudado de ideia. Só que aí eu não estava mais aberto a falar mais nada. E essa foi a minha primeira história com terapia hehe
Isso é normal? Afetou um pouco a minha decisão de procurar terapia novamente. Eu vou ter que definir quanto pagar todas as vezes? Se eu não souber o que falar e ficar em silêncio, é um foda-se pra mim então? Que experiência estranha.
submitted by mvpetri to brasil [link] [comments]


2020.09.29 09:46 rotadomedo A bruxa de sete além

Muito se fala sobre sete além, mas pouco se conhece sobre esse universo. O que se sabe é que é um mundo transitório e de extremo sofrimento, onde a dor predomina e a luz quase nunca se faz presente. O sete além é dominado por seres horripilantes que disputam o seu poder a custa da escravidão de quem se perde nesse labirinto.
Há muitas formas de se chegar até lá, portais temporários são abertos o tempo todo. Pontes, estradas abandonadas, locais assombrados, cavernas, ou mesmo um simples túmulo. As vezes o caminho é irreversível, e quem volta de lá, traz lembranças perturbadoras que desejariam apagar para sempre da memória.
Bernardo acordou subitamente na completa escuridão. Seu corpo dolorido tentava localizar-se dentro do cubículo em que se encontrava. A última lembrança era de estar num leito de hospital, sendo medicado por enfermeiras. Seus braços apertavam-se contra o invólucro que o prendia. Passou-se algum tempo até perceber que estava no interior de um caixão de madeira.
Automaticamente, pareceu-lhe que o ar estava exaurindo-se. E de fato estava. Quanto tempo havia permanecido ali? Em sua mente, parecia uma eternidade. Tentou chamar por socorro e dizer que era um terrível erro. Que ele ainda estava vivo. Mas o que recebeu como resposta foi apenas o silêncio abafado da terra morta.
Tentou recobrar a energia e traçar algum plano, mas tudo parecia-lhe em vão. O medo e a ansiedade tomaram-lhe o espírito e além de tudo, sentia sede. Começou a chorar. Tentou empurrar a madeira, e abrir o caixão, mas quanto mais forçava, mais terra parecia cair em seus olhos. No seu inconsciente, apenas reluzia a ideia do porquê seus familiares haviam escolhido aquele caixão de péssima qualidade. Suas mãos doíam, cheias de farpas. Ele não tinha mais voz. A única alternativa era esperar.
Quanto tempo ele ficou ali não se sabe. O fato é que quando a sua esperança quase já se acabava, eis que Bernardo ouve uma voz. Era um timbre envolto em mistério e poder. Aparentava ser uma mulher. Quem poderia ser? O som parecia vir de dentro do caixão ou, talvez de sua própria mente. Estaria enlouquecendo? A paranoia já invadia o seu pensamento quando foi impactado novamente com a voz: - Olá, Bernardo! – disse a voz. - Oi, quem é você? Por favor, me tire daqui. - Posso fazer isso por você, mas primeiro preciso te explicar os termos do nosso acordo. – Replicou a voz, dessa vez mais misteriosa. - O que preciso fazer?, estou com sede e meu corpo dói. – disse Bernardo, dessa vez em prantos. - Preciso de você, Bernardo. Você aceita me ajudar, caso eu te ajude? – Perguntou a voz, com um tom desafiador. - Sim, faço tudo o que quiser. Apenas me tire daqui. – Suplicou Bernardo.
Alguns minutos se passaram, e então um barulho passou a ser notado. Pareciam alguns golpes, ao longe, que ao passar do tempo ficavam mais intensos e próximos. Finalmente Bernardo estava sendo resgatado. Ou estaria ele perdendo o controle de sua própria sanidade? A medida que golpes aconteciam, porções de terra caiam pelas frestas sobre o seu rosto. Até que finalmente, a tampa do caixão foi aberta.
Algumas frações de segundos se passaram para que a sua visão se acostumasse àquela pequena quantidade de luz que se fazia presente. Só então Bernardo conseguiu notar um velho senhor de semblante triste que o havia resgatado. Embora tomado de intensa emoção, Bernardo sentiu um desconforto enorme. Quem era aquele senhor? E por que agia de modo tão estranho? Não fora emitido qualquer gesto de empatia, nem mesmo um simples e formal cumprimento havia sido oferecido por aquele senhor. Na verdade, ele parecia estar hipnotizado ou sob efeito de algum alucinógeno. O seu olhar era distante e ele agia friamente como se fosse um robô, sem vida.
Vendo que o senhor estava paralisado com uma pá na mão e que dificilmente receberia ajuda, Bernardo levantou-se por conta própria, tentando apoiar-se nas laterais de sua cova. Foi nesse momento que de maneira súbita o velho correu em direção a floresta densa, sem dizer qualquer palavra. Bernardo estava sozinho de novo.
Com muita dificuldade, conseguiu subir a superfície e se ver livre daquele buraco. Mas ao mesmo tempo em que sentia um alívio, o medo tomou conta de seu corpo novamente. Uma onda de ar frio dominou sua coluna e seu coração começou a bater mais forte. Onde ele estava? Não havia estrelas no céu e a lua parecia estar encoberta por nuvens. Tudo parecia estar imerso numa densa penumbra.
Tentou olhar ao redor e tudo o que via eram árvores ressecadas e alguns arbustos. Estaria ele num cemitério? Mas onde estariam os outros túmulos? O único elemento diferente de toda aquela natureza morta era o buraco onde ele esteve enterrado minutos atrás. Foi então que Bernardo lembrou-se daquela voz feminina que o prometera ajuda. Mas onde estaria essa mulher? Com muitas perguntas e poucas respostas, saiu em direção a algum lugar mata adentro. Ele ainda estava com sede e a única coisa que buscava era algum ponto de referência que pudesse pedir ajuda.
Caminhou por mais alguns metros até que a mata começou a ficar um pouco mais densa. Era possível perceber sons de alguns animais ao fundo. Mas, fora isso, nenhum outro sinal de vida.
Ele estava perdido, quando, de repente, avistou duas luzes amarelas ao longe. Tentou aproximar-se mais para identificar o que era. E à medida que se aproximava, dava-se conta de que aquelas luzes eram, na verdade, um par de olhos que cintilavam em meio a floresta. Um medo o envolveu novamente e ele parou de andar. O que seria aquilo? Nunca tinha visto nada mais bizarro antes. Bernardo tentou se esconder atrás de uma árvore. Quando de repente, ouviu novamente aquela voz feminina: - Não tenha medo. – Disse a voz. Em tom macabro. Bernardo já paralisado de pavor, não conseguiu dizer nada. Sabia que aqueles olhos já o haviam percebido e que não adiantaria mais tentar se esconder. - Você me deve algo, Bernardo. – retrucou a voz, dessa vez mais ameaçadora. Com o coração saindo pela boca, Bernardo gaguejou algumas palavras: - Q-q-quem é você? - Isso não importa aqui em sete além.
Nesse momento, quase que num passe de mágica, uma jovem mulher apareceu subitamente na frente de Bernardo. Ele não sentia mais o seu corpo, e tudo o que conseguia ver eram aqueles olhos amarelos brilhantes que o encaravam. Foi aí que uma tristeza indescritível dominou o seu espírito e a partir de então o seu próprio corpo já não o obedecia mais. Agora tudo era muito longe, vago e triste.
submitted by rotadomedo to u/rotadomedo [link] [comments]


2020.09.18 16:15 celtiberian666 Dividendos deixam você mais pobre (ou menos rico) em empresas boas!

TL;DR: em empresas com P>VPA e portanto ROE>earnings yield, como é o caso da maioria das empresas boas, você terá mais patrimônio com ela retendo lucros e reinvestindo e menos patrimônio recebendo dividendos e comprando mais ações dela.
Se alguém de vocês já leu as letters do Buffet, leu o seguinte na carta de 1992: "the best business to own is one that over an extended period can employ large amounts of incremental capital at very high rates of return."
Essa frase inspirou a simulação do tópico.
Vamos partir de três empresas boas com ROE de 15% cada uma, sem dívidas, cada uma atuando dentro de uma franchise*, ou seja, com vantagem competitiva durável e possibilidade de reinvestir dentro de core business ou negócios adjacentes na mesma taxa de retorno (ou seja, patrimônio adicional aufere mesmo ROE). Em resumo: empresas BOAS, cujo destino vai ser alterado só pelo payout. Todas com histórico até hoje parecido, mais de 5 anos de lucros consistentes, setores comparáveis, small caps com amplo espaço para crescer e negociadas nos seguintes parâmetros: LPA 0,375, P/L 14, VPA 2,5, Preço por ação 5,25 (parâmetros aleatórios consistentes com qualquer empresa da bolsa). Então cada uma coloca um compromisso diferente no estatuto:
Você pode até imaginar que são empresas idênticas, a mesma empresa com mesmo nome e produtos, apenas em 3 universos paralelos, em cada universo tiveram uma política diferente de dividendos. Tudo nelas é idêntico, o sucesso delas vai ser o mesmo (cada real retido na empresa vai retornar o mesmo ROE em termos de incremento de lucro).
Você tem R$5.250 para comprar mil ações de alguma delas e segurar por 30 anos, qual compra? Qual delas vai ter maior retorno após 30 anos - considerando reinvestimento de dividendos para as que pagarem? Será que é tudo igual se reinvestir os dividendos? Quem é caçador de investimentos voa direto na de 6,8% de yield igual mosca buscando esterco, mas termina como?
Segue o resultado final.
Segue a evolução ao longo do tempo.
A conclusão é óbvia: o pagamento de dividendos fez os acionistas de B e C mais pobres em relação à A. Quem caçar dividendos vai se agarrar na empresa C e perder dinheiro.
São exatamente as mesmas empresas. Mesmos parâmetros iniciais e mesmo sucesso no reinvestimento do lucro, a única diferença é a taxa de retenção e reinvestimento do lucro no próprio negócio. A empresa A, que reteve e reinvestiu todo o lucro entregou 66x o capital, típica empresa de crescimento. Já a empresa B que pagou quase tudo em dividendos entregou 9x mesmo usando a totalidade dos dividendos para comprar mais ações.
Por que isso aconteceu com as empresas? O acionista da Empresa C terminou com mais de 7 mil ações dela, mas de uma empresa com LPA de apenas 0,47 pois não havia capital para investir na expansão dos negócios. Já o acionista da Empresa A terminou com as mesmas 1000 ações, mas com LPA de 24,83 pois reinvestiu no negócio.
O reinvestimento dos dividendos entrega menos valor que a simples retenção primária na empresa pois é raro uma empresa boa ser listada com P/VPA de 1 ou menos, e qualquer múltiplo maior que 1 significa que receber dividendos e comprar mais ações será desvantajoso frente à empresa reter e reinvestir diretamente. Claro que alguém pode garimpar algum exemplo de empresa boa que em algum momento não esteve negociada assim, tanto faz, em 99% do tempo vão ter essa característica e a mensagem se mantém. E eu ainda fui bem conservador nos múltiplos, na prática quanto melhor for a empresa mais os dividendos vão te deixar pobre pois os múltiplos na prática são mais esticados que os do exercício, o que aumentaria a diferença. Ou seja: quanto melhor a empresa, mais a retenção do lucro vai ser vantajosa e o dividendo vai ser desvantajoso.
Vou repetir para quem não leu direito: quanto melhor for a empresa mais os dividendos vão te deixar pobre.
E se depois de 30 anos todas começam a pagar 90% de payout (A e B atingem maturidade)? Segue o resultado de renda passiva anual que cada uma daria com payout de 90%:
Dividendos significam menos dividendos futuros.
Ou seja, quem ficou caçando dividendos terminou com menos renda de dividendos. Isso já é fenômeno conhecido em análise de empresas de crescimento. Essa é a cereja do bolo: se o seu objetivo é maximizar dividendos, não fique caçando dividendos. Empresas boas de crescimento terminam pagando mais dividendos em sua maturidade.
Segue a memória de cálculo para fins de referência: https://i.imgur.com/l8KbzkZ.png
A empresa C poderia alavancar com dívida para crescer mesmo com payout alto? Poderia. Mas para manter a comparação justa, fazendo a mesma alavancagem nas outras duas empresas vai fazer a C perder da mesma forma pois o total de reinvestimento próprio + terceiros ainda seria menor na empresa C. O exercício é sem dívida e sem inflação para simplificar o exemplo, mas pode colocar dívida e inflação no meio que haverá o mesmo resultado. Pode fazer a cotação ser uma senóide em volta de preço junto que vai ser o mesmo resultado. Pode considerar teste de sensitividade para diversos cenários de juros afetando valuation que vai ser o mesmo resultado. A empresa que retém todo o lucro e reinveste com alto retorno vai entregar mais retorno ao acionista que outra que, ceteris paribus, paga muitos dividendos.
Isso não é invenção minha, já é conhecimento difundido. Eu apenas fiz um exemplo ilustrado e um título chamativo mas verdadeiro. Sempre dizemos que dividendos tanto faz, na verdade é até pior: em empresas boas dividendos te deixam mais pobre que não-dividendos se a empresa podia reter e reinvestir.
Sempre que uma empresa paga dividendos, seja por razão real de negócios como não ter projetos de investimento atrativos, ou por uma razão externa aos negócios como acordo de acionistas ou controlador quebrado exigindo dividendos (lembram da OI? Eletrobrás?), ela estará gerando menos valor ao acionista que o best business to own que retém TUDO e reinveste. E ainda falando em Buffet: a Berkshire Hathaway foi uma máquina de fazer milionários justamente por ser uma máquina de reter capital e reinvestir bem. Se pagasse dividendos não teria nem perto o crescimento histórico que obteve.
Isso não é difícil de verificar no mundo real como acontece. Quantos de vocês já trabalharam em setor financeiro ou consultoria em alguma empresa real? Quem já teve qualquer contato com as aprovações de investimentos para o ano seguinte sabe que é comum ver TIRs acima de 20%, sejam em projetos pequenos como o retrofit de uma máquina, sejam em projetos grandes como nova fábrica, nova linha de produtos, comprar um concorrente, etc. A questão é: as opções de investimento atrativo em uma empresa costumam ser maiores e com melhor retorno que as opções que um pequeno investidor vai ter diante de si no mercado de capitais, e a empresa só deve pagar dividendos caso tenha excesso de caixa e não tenha nenhum projeto atrativo na relação risco-retorno para o presente ou no horizonte próximo.
"Aaaaaaaaah mas não pode usar mesmo P/L em todas", tudo bem, tanto faz, não muda nada. Se botar P/L 40 para A, 15 para B e 10 para C os ganhos finais resultam em A 66x, B 23x, C 19x. A mensagem se mantém. Mesmo com dividend yield de 9,5% nesse caso a empresa que paga mais dividendos ainda retorna menos de 1/3 que a empresa A.
E quem precisar de fluxo de caixa? Fazer vendas mensais da empresa A desde o primeiro período, no mesmo valor líquido (após IR) dos dividendos da empresa C (ou seja, entregando mesmo fluxo de caixa líquido para o investidor usufruir) mesmo assim termina com mais patrimônio no longo prazo. Só fica atrás nos anos iniciais.
Mas então por que existe a tara por dividendos? Simples: por motivos históricos e viés psicológico.
  1. Motivos históricos mundiais: no passado os balanços das empresas não eram exatamente confiáveis, as auditorias não eram exatamente precisas e o dividendo era a única materialização confiável do direito econômico do acionista. Junto com o lucro contábil dos últimos 10, 15 ou 20 anos era sempre observado também o dividendo por ação, que para uma empresa ser considerada boa devia ser pago todos os anos, em quantidades crescentes. Já fazem algumas décadas (mais nos EUA, menos no BR) que não é necessário se agarrar a dividendos, os balanços são suficientemente confiáveis para serem usados como parâmetro. Essa tara já caiu nos EUA principalmente pela taxação de dividendos, pagar dividendo destrói valor quando comparado com recompra (e para lá nos vamos, aparentemente, no Brasil em breve).
  2. Motivos históricos no Brasil: nos '70 e '80, com inflação galopante, a análise de balanços era sempre muito mais difícil e prejudicada, e nosso mercado de capitais era um ovo, com enormes distorções. O que havia de concreto era calcular dividend yield em dólar. Por que deu certo? Justamente por época de grande incerteza e mercado de pouca liquidez haviam enormes distorções, era comum pegar empresas com 20%+ de yield em dólar, distorções que não existem mais. Eu já ouvi dinossauros da bolsa me falando em yields de 20% e achava que era história de pescador, só acreditei depois de ler o livro do Décio Bazin que mostra justamente isso (livro recomendado a todos, peça de história do mercado de capitais nacional).
  3. Viés psicológico: o dividendo é fácil de visualizar, ele está na sua conta, aumenta seu saldo. Você acha que ganhou alguma coisa. É o clássico "o que se vê". O lucro retido e reinvestido não tem uma fácil visualização como essa e nem aumenta o saldo da sua conta aqui e agora, é "o que não se vê", mas aumenta seu patrimônio futuro na medida em que os projetos nos quais a empresa investiu vão dando resultado.
Finalizo comentando que, como o próprio Buffet comenta na letter de 1992, empresas capazes de empregar quantidades crescentes de capital com alta taxa de retorno são raras. O mais comum são as empresas de alto retorno acabarem precisando de pouco capital (ou se não pouco, menos do que geram sozinhas). Porém as poucas que conseguem isso são as que entregam 50, 100, até 1000x no longo prazo. A melhor forma de ter elas na carteira é tendo uma carteira diversificada, não tentar adivinhar nada.
AVISO AOS BURROS: não é pra se deslumbrar com isso e considerar que payout correto é 0,00%. Se a manada 1 corre atrás de dividendos, não seja a manada 2 que quer ir contra mas termina perdendo mais ainda. Dividendos não são ruins nem bons per se. A empresa reter e investir com sucesso gera mais valor - mas isso pode não ser possível para aquela empresa naquele momento. A decisão correta depende da gestão. Se não há projetos - de todos os níveis, sejam operacionais, táticos ou estratégicos - com taxa de retorno atrativa frente aos riscos a empresa vai devolver o lucro aos acionistas na forma de dividendos e isso é o correto a fazer. Além disso algumas empresas trabalham crescimento com dívida e pagam boa parte do lucro em dividendos (ex: Taesa, Fleury, etc), também não quer dizer ser necessariamente ruim nem bom, se a empresa não tiver projetos nos quais aplicar o capital adicional que a retenção traria (além do que já investiu com alavancagem) então está correto pagar, caso contrário está destruindo valor. O resumo é: invista em empresas boas em cuja gestão você confie, dessa forma não importa se pagar ou não dividendos, você ao se tornar sONcio aceita que estão tomando a melhor decisão naquele momento.
* há teorias que indicam que crescimento fora de franchise, fora de vantagem competitiva durável, é meramente empilhar capital portanto sem valor econômico real, por isso do exemplo usar essa condição.
submitted by celtiberian666 to investimentos [link] [comments]


2020.09.12 09:45 Aloxegirl Não sei o que estou sentindo

Oi gente, minha primeira vez aqui, espero q última. No início dessa quarentena estava me sentindo muito mal, impotente, como se a pandemia tivesse jogado no lixo todo o meu potencial. Minha mãe contatou uma daquelas clínicas que estão fazendo atendimento online, e lá fui eu fazer a dita terapia. A psicóloga era bem legal e tal, mas não me ouvia por uma hora inteira, às vezes por 20, 15 minutos apenas, se eu não tivesse muita coisa pra falar. De qualquer forma, fui melhorando, ou me acostumando com a situação. Mas de um tempo pra cá, acho que desde o fim de julho, essa suposta calmaria, melhora, sem muitas "quedas" no meu temperamento vêm me incomodando. Não sei mais dar nome aos meus sentimentos, e não me sinto triste por isso. Como já aconteceram outras vezes, gostaria de "derramar" um pouco, pra entender melhor o que estou sentindo. Com "derramar", quero dizer ficar realmente triste, ou zangada, ou solitária, qualquer sentimento um pouco mais puro do que essa sensação neutra que vem me preenchendo. Enfim, não sei se consegui deixar claro. Obrigada por terem lido
submitted by Aloxegirl to desabafos [link] [comments]


2020.08.27 12:51 Assombrador Doa a quem doer? Que cara de pau!

A cara de pau da candidata Joice não tem limites. Em primeiro lugar, está fazendo campanha eleitoral descarada, o que a lei proíbe. Segundo, tem coragem de dizer em sua campanha antecipada que vai cortar privilégios doa a quem doer. Quanta falsidade!
Cara de pau; seu primeiro ato como preidente da Câmara foi nomear a cunhada!
Como presidente da Câmara, quantos privilégios ela cortou? Nenhum. Ao contrário, aumentou os privilégios.
Primeiro ato: Seu primeiro ato como presidente da Câmara, em 1º de janeiro de 2019, foi colocar a cunhada como assessora. Assessora de quê? A câmara já tem muitos servidores subutilizados. E tinha e tem um procurador. O cargo de assessora, que nem existia, foi criado para empregar a cunhada.
Segundo ato: gastou uma nota preta enfeitando o seu gabinete na câmara. Colocou armários novos e chiques só para uso próprio.
Terceiro ato: Deu aumento de salários e um monte de privilégios para os servidores da câmara.
Quarto ato: manteve os servidores em meio expediente. Eles recebem (e recebem muito bem!) para trabalhar 8 horas. É este o expediente que está na lei, mas a presidente, para angariar votos entre eles, deixa que trabalham apenas 6 horas (de meio dia às 6).
Quinto ato: Como presidente da câmara, não deixou que fosse aprovado o novo regulamento do BDPREV. Com isto, o cidadão vai ter que desembolsar mais algumas centenas de milhares de reais por mês para pagar a previdência dos servidores municipais. Este é um grande prejuízo para o cidadão que vai pagar com seus impostos a generosidade da candidata.
Sexto ato: a candidata já foi a todas as unidades básicas de saúde e prometeu cargos, gratificações e aumentos de salários para todas as coordenadoras (de onde virá este dinheiro?).
A viúva pródiga
Quando morreu, Dr. Marco Túlio deixou para a candidata duas boas pensões, fazendas, casas, 30% de participação na hemodiálise. Menos de 4 anos depois, ela já vendeu a metade da participação na hemodiálise, vendeu a metade das fazendas e colocou casas às venda. Se ainda não torrou tudo, foi porque a família do Dr. Marco Túlio interferiu e não deixou. É
esta a pessoa que quer administrar o dinheiro do bom-despachense e fala em cortar privilégios doa em quem doer?
Será ela o novo Collor de saia? Para quem não se lembra, ele foi oi famoso caçador de marajás, aquele que ía cassar os privilégios de todos. Deu no que que deu!
Com o exemplo que ela deu no primeiro dia de comando na Câmara, já dá para sentir o que ela faria se fosse eleita prefeita: ia levar não apenas a cunhada, mas a família inteira para a prefeitura.

Rita Alessandra - cunhadinha nomeada assessora no primeiro dia da presidência da nova caçadora de marajá.
submitted by Assombrador to blogger [link] [comments]


2020.08.26 23:17 XxIronTrooper984xX Quais São Algumas Bandas de Rock MPB Brasileiras sem Letras Ofensivas ou "Do Mundo”? (Leia a Descrição)

Oi pessoal! Eu sou apenas um usuário comum, nada de especial sobre mim. Eu Já uso o Reddit a 2 Anos, e conheço certas Comunidades tanto "Gringas" como Brasileiras. Mas se você puder me ajudar, gostaria de perguntar se vocês têm algumas recomendações sobre algumas bandas de rock MPB boas e limpas. (por Limpas, quero dizer Músicas que não contem letras nas Músicas ou artistas com histórico envolvendo: satanismo, drogas, Álcool, Sexo, ofensa a Religião etc. Mas Xingamento não tem Problema) Não precisa ser necessariamente música Cristã, mas Por favor não enviem músicas de artistas que se envolvem com os tópicos acima. se alguém souber de alguma sugestão, terei prazer em ouvir, obrigado por ler isso e tenha um bom dia. :)
Edit: Alguns usuários podem perguntar que tipo de rock que eu gosto, gosto do tipo de músicas Elétricas (que te fazem mexer) ou Calmas, Gosto também de rock com letra que inspira e dá uma Vibe. Como o tipo de rock que você pode ouvir enquanto Dançando ou relaxando etc. Se você quiser exemplos do que estou falando, ouça Estas Músicas de:
* Catedral: Na Casa ao Lado
* Legião Urbana: Pais e Filhos
* Charlie Brown Jr: Só pra Vadiar
Essas músicas acima são o tipo de rock que estou procurando, use a batida para ver se consegue encontrar algo semelhante com as condições que mencionei acima, é claro.
Edit 2: Por favor se certifiquem que as bandas que estão mandando estão seguindo as Condições acima. Eu não sou aquele cara chato cheio de frescura, mas tipo letras ou os próprios cantores das bandas que utilizam os tópicos citados acima em suas músicas me deixam perturbado e cortam a sensação de alegria que procuro. Por favor tenha certeza do que está mandando está obedecendo as condições citadas acima. Obrigado por entender e tenha um bom dia :)
submitted by XxIronTrooper984xX to PergunteReddit [link] [comments]


2020.08.19 00:08 ItzHaruka Preconceitos estão me derrubando em um poço sem fim.

3x tentando postar... acho que agora foi..
Oi, pessoa que está lendo esse texto agora. Eu gostaria de desabafar sobre algo.. e se voce chegar até o final, adoraria um conselho, pode ser..?
Bem.. tenho 19 anos, sou um garoto transsexual (menina que se vê como menino) e nasci em uma família de Transfobicos religiosos. Desde o começo eu sofri preconceito, independente do que fosse. Eu comecei a namorar aos 12 anos mas desde os 10 eu ja ouvia a minha própria família sendo completamente homofobica comigo, sem eu nem mesmo saber se gostava de garotos ou garotas.. me julgavam, me chamavam de coisas horríveis e diziam que era apenas brincadeira..
Tudo só piorou quando descobri que era trans e gay.. comecei meu novo namoro aos 15 anos.. ele.. por incrível que pareça, estava passando pela mesma situação que eu.. eramos duas meninas que se enxergam como garotos e sofriamos com a homofobia de nossas famílias. Uma vez, na praia, eu resolvi contar pra alguém.. e isso terminou em um adulto de 29 anos (detalhe.. eu tinha 16) tentando me beijar.. eu tentei o parar e fiquei com medo.. me encolhi no canto do carro e não movi um músculo até ele me levar para casa.
Quando cortei meu cabelo.. como as pessoas dizem "joaozinho" recebi tantos insultos... e as pessoas começaram a falar cada vez mais de mim pelas costas... me xingavam... eu.. cheguei a descobrir que meu pai nem mesmo queria que eu tivesse nascido ao ponto de ter pedido um teste de DNA para confirmar se eu era seu filho... as palavras que ele usou me quebraram de tantas formas... "ela é o lado ruim da família, não é possível que seja minha filha" (mesmo eu me assumindo como transsexual.. continuaram a me chamar na forma feminina.. e olha... isso doia...)
Eu... comecei a ser tratado que nem escravo na casa de meus pais... limpando a casa toda sozinho... pra depois as pessoas julgarem dizendo que eu "não limpei direito"..
Eu sinceramente... não consigo mais aguentar... estou a beira do meu limite de cair nesse buraco obscuro que estão me puxando... não sou religioso o que é mais um ponto negativo pra eles.... eu sou um nada..
Não tenho importância alguma... "se acontecer só enterra", eu ouvi me dizerem isso tantas vezes... quando eu tive minhas tentativas de sumir desse mundo.... eu sou tão calado.. que mal tenho coragem de dizer algo... porque sei que irei acabar mal... eu pretendo sair dessa casa... mas até eu conseguir me ajustar... eu realmente não tenho lugar pra ir....
Essa pandemia está acabando comigo.... ter que ficar o dia todo ouvindo essas coisas... me trancar no meu quarto.... eu estou aqui desabafando porque eu sinceramente não aguento mais guardar isso só pra mim.. nao da.. sabe...? Uma hora você chega no seu limite......
Se voce leu até aqui.... eu agradeço..... sinto-me importante por um momento...
submitted by ItzHaruka to desabafos [link] [comments]


2020.08.18 01:59 EuRoddy Sou rejeitado por ser fora dos padrões

Amigos, preciso de ajuda.
Sou homem, carioca, tenho 28 anos, sou negro e gay. Embora eu seja uma pessoa normal, não tenho traços bonitos, meu rosto é coberto de cicatrizes e manchas de acne e foliculite, sou alto e desengonçado e sempre tive dificuldade em ganhar peso. Ou seja, sou feio. Talvez isso não seria um problema se minha vida não fosse tão triste...
Desde muito pequeno, sempre soube que era diferente. Embora gostasse de "coisas de menino", sempre percebi que a figura masculina me atraia muito mais que a feminina. Mas, por conta do enorme preconceito do ambiente familiar e na escola, tentei, por muitos e muitos anos, refrear qualquer tipo de sentimento homoafetivo. Sempre busquei me aproximar dos homens apenas como forma de amizade. Felizmente, pude ter alguns amigos ao longo dos ensinos fundamental, médio e superior. Apesar disso, o bullying foi uma constante na minha vida. Sempre fui humilhado, ridicularizado e até agredido fisicamente na minha infância e adolescência por ser um menino sensível, péssimo nos esportes e, sim, feio. Não bastasse a humilhação por parte dos meninos, também era rejeitado por muitas meninas. Na minha tentativa fracassada de tentar ser hétero, acumulei apenas frustrações. Conclusão: terminei o ensino médio, com 17 anos sem sequer ter beijado na boca.
Entre 2010 e início de 2012, passei um dos períodos mais solitários da minha vida. E foi nesse período que minha saúde mental piorou. Ao ter meu primeiro contato com a pornografia gay, me dei conta de que por mais que tentasse, era impossível mudar a minha natureza. Ou seja, eu era gay e teria que me conformar. Porém, logo me dei conta de que ser gay não seria fácil. Além de ter a certeza de que jamais poderia me assumir por conta da religião da minha família, me dei conta de que o meio gay tem um gosto em que não me encaixava: homens brancos, musculosos e bonitos. Exatamente o contrário do que sou.
Quando comecei a faculdade, felizmente encontrei um ambiente diferente de tudo que até então tinha experimentado. Mantendo minha sexualidade escondida, fiz amizades, fui respeitado, saí, me diverti. Porém, faltava algo. Nunca havia namorado. Sequer tinha ficado com alguém. Estava eu com 23 anos sem sequer saber o que era tocar em uma pessoa. Até que, por influencia de amigos, cometi um dos piores erros da minha vida. Tentei namorar uma amiga, a única pessoa que, até então, demonstrou abertamente ter gostado de mim como homem. Meu desespero em me sentir uma pessoa normal falou mais alto, e eu investi nesse relacionamento desde o princípio fadado ao fracasso. Foi nela em quem dei meu primeiro beijo. Mas foi só isso. Embora eu tentasse, não sentia atração sexual por ela. Por mais carinhosa que fosse, eu sabia que não era aquilo que eu queria pra mim. Mas eu não poderia dizer porque tinha vergonha e medo demais para assumir que era gay. Até que um dia, tivemos uma discussão por conta de um amigo que ela não gostava e nossa tentativa de ficada acabou poucos meses depois. Pelo menos eu saí da faculdade tendo beijado na boca. Mas ainda virgem. Aos 25 anos...
O tempo passa. Me limito a saciar minha sexualidade com pornografia e masturbação. Mas só quando dava, porque dividia o quarto com meu irmão. Em 2018 entro no mestrado. Pouco mais de um ano depois, começo a escrever minha dissertação, termino meu estágio numa boa empresa e agora tenho tempo de sobra pra ficar em casa. E foi aí que a coisa piorou mais ainda. Novamente solitário, vieram a ansiedade e os sintomas de depressão. Não tinha ânimo para nada, sentia apenas o desespero por viver uma vida de merda, sem emprego, fazendo algo que detestava, e sem nunca ter tido a oportunidade de ser quem eu realmente era. Até que, decido a finalmente viver minha sexualidade, criei uma conta em um app de encontros gay, o Grindr. Tentando ter minha primeira experiência sexual, já aos 27 anos, acabei dando de cara com outra realidade: a do preconceito no mundo gay. Sendo negro, pobre, magro e fora de qualquer ideal estético, só encontrei mais rejeição. Algumas poucas e raríssimas vezes, tive momentos de felicidade ao não ser bloqueado por alguns caras, a maioria desses apenas por causa do meu pênis, certamente a minha única qualidade reconhecida pelos gays. Por quatro meses, busquei me relacionar com alguém, sem nenhum êxito. Até que em 4 de março desse ano, tive a chance que mais queria. Perder a virgindade. Mas o que parecia bom, foi na verdade uma das piores sensações da minha vida. Ao chegar na casa do rapaz, que morava a uns 500m da minha casa, me foi dado apenas o direito de fazer sexo oral e receber o esperma dele. Migalhando um pouco de prazer, me arrisquei fazendo sexo sem camisinha com um cara que nunca tinha visto na vida. Não rolou beijo, não rolou conversa, não rolou carinho. Apenas tive 10 minutos de sexo e fui pra casa. Uma semana depois, conheci outro cara, de 38 anos, lindo. Definitivamente a melhor coisa que poderia acontecer. Quando nos encontramos, ele pegou na minha mão, conversou comigo e me deixou à vontade. E transamos. Ou melhor, tentamos. Dessa vez, a minha total inexperiência me brochou. Ele gozou, eu não. Aliás, também não gozei na minha primeira transa. Perguntei a esse cara se eu o tinha decepcionado, ele disse que não, que deu errado pelo nervosismo. Acreditei nisso. Até que um dia, ele me chamou para ir à casa dele, à noite. Por medo de dar errado de novo, e pra não gerar desconfiança em casa, não fui. E o cara que eu achei compreensivo, e o primeiro homem que beijei, aos 27 anos, passou a me ignorar. Semana passada, tive uma das piores crises de ansiedade que já senti. Chorei de domingo a sexta. Tentando me aproximar dele de novo, pedi sua ajuda. Disse que estava me sentindo mal. Perguntei a ele se ele tinha me achado realmente atraente, se ele sentiu tesão em mim. Ele disse que iria responder, que estava digitando e que mandaria a resposta quando pudesse. Até agora nenhuma resposta. Me senti rejeitado de novo. Mas nada está ruim que não possa piorar...
Continuando minha busca por viver minha sexualidade, encontro cada vez mais nãos. Quando inicio uma conversa enfiando foto, sou bloqueado. E nas situações em que a conversa passa do oi, todo interesse do outro lado acaba quando mostro meu rosto e meu corpo. Cada vez mais minha autoestima diminui. Me sinto um lixo. Desde janeiro faço academia, já ganhei peso (embora ainda magro), tenho cuidado da pele do rosto e já até adotei um penteado mais moderno, mas tudo que eu tento fazer para ser alguém atraente de nada adianta. Sou preterido por ser fora dos padrões. Me sinto feliz por saber que ao menos uma vez pude beijar e me relacionar com alguém. Mas a certeza de que dificilmente irei encontrar alguém com quem possa dividir bons momentos me entristece demais. Aos 28 anos, nunca namorei. Nunca soube o que é me apaixonar. Não sei o que é sair com um namorado. Não sei o que é ser amado. E por mais que eu tente ser bom nas outras áreas da minha, a solidão é dolorosa demais. Sinto vontade de morrer. Minha comunidade me rejeita.
Sou infeliz.
submitted by EuRoddy to desabafos [link] [comments]


2020.08.14 03:05 Nonsense_09 A nova Funcionária - Sexo com colega de trabalho (conto)

Obs inciais: é a primeira vez que escrevo um conto aqui, espero que gostem e estou aberto a críticas de como melhorar, eu sou um leitor que gosta de detalhes e coloquei uns bons detalhes na história novamente espero que gostem! A história é baseada em eventos que já passei misturados com um pouco de fantasias minhas
Era manhã e eu estava no trabalho, apenas mais um dia normal para em estagiário solteiro, fazia um certo tempo desde a última vez que havia transado e já sentia os efeitos da abstinência forçada, desde o último mês eu havia percebido que a nova funcionária do meu trabalho me olhava mais que o normal, ela era meu tipo de garota, negra, magra, cabelos cacheados, gostava no nome dela Marcela.. tinha seios pequenos e uma bunda normal mas só em pensar nela nua meu pau ficava duro, tinha vergonha de me aproximar com essas intenções até porquê é meu ambiente de trabalho, não sei se seria coerente fazer isso e...
-- Oi, Bom dia!
disse ela quando passou pela minha mesa com uma pilha de papéis nas mãos.
-- Está quase na hora do intervalo... quer ir comigo lanchar?
nesse momento meu coração deu um leve pulo em meu peito, o sorriso dela era tão doce quanto o seu perfume, não sei exatamente por qual motivo mas senti meu pau ficar duro e me inclinei para frente em uma tentativa de esconder a ereção.
-- É... claro... sim! eu vou! estou com fome também.
-- Que bom bb, em 10 min venho te chamar!
Ela deu uma piscada com seu olho esquerdo, seus olhos eram um verde vivo, davam a ela um ar de mistério e inocência, 10 min mais tarde novamente na minha sala ela apareceu, me olhava fixamente, eu as vezes achava estranho e ficava meio desconfortável mas aquilo tudo me envolvia, e pra ser sincero no fundo eu gostava, pedi permissão ao meu chefe e fui com ela.
Ao sair do prédio onde trabalhamos, o sol estava quente mas não estava desconfortável, ela começou a puxar conversa enquanto nós íamos até a lanchonete do outro lado da rua.
-- então, como tá o trabalho?...
-- bom está a mesma coisa de sempre sabe? as vezes tenho muito o que fazer, outras não tenho nada, as vezes me dar raiva estar lá já outras... bom.. você sabe, aquele tédio de sempre
ela deu um sorriso com o olhar e um leve sorriso com a boca, após um breve silêncio devido estarmos comendo pastel ela me lança um olhar ousado e um pouco atrevido
-- Sei que não faz tanto tempo que nos conhecemos mas quero te perguntar uma coisa, promete que não fica com vergonha?
-- Claro, por que eu ficaria com vergonha?
-- Bom, eu noto como você fica vermelho quando eu falo com você, sua cara branca tá rosada até agora
dizendo isso ela solta uns risinhos e eu fico um pouco sem jeito, e foi aí que reparei na blusa branca com calça jeans e o belo colar fino e dourado que ela usava em volta ao pescoço, ela tinha seios pequenos mas aquela blusa conseguia fazer eles se destacarem, e a calça valorizada a bunda dela.
-- Bom, o que eu quero saber é... você tem namorada?
na mesma hora meu coração deu um novo pulo e bateu muito forte eu mal conseguia esconder que tinha ficado nervoso
-- Bom... Não... é.. por que a pergunta? haha
-- Bom, eu tava pensando... se você quiser claro, que tal dar uma passada lá em casa, eu to morando sozinha, e quero te conhecer mais, o que acha? cê topa?
-- Claro! Sim! eu vou
eu ainda tremia um pouco percebi que minhas suspeitas na verdade não eram paranoias, por que ela me chamaria pra casa dela? a idéia disso me deixava um pouco mais nervoso, mas na minha calça... simplesmente não consegui esconder minha ereção, tomara que ela não perceba
-- Moro descendo a rua na casa de número 36, da uma passada lá hoje a noite, pra gente bater um papo e tals, não gosto de conversar por whats
e era verdade por mais que nos falássemos pelo whats ela não era de puxar muita conserva apesar de me mandar diversos memes
-- Tudo bem, eu vou!
logo após voltarmos ao trabalho e ao passar do dia trocávamos uns flertes, alguns sorrisos, as pessoas do trabalho pareciam perceber apesar de ninguém falar nada (pelo menos na nossa frente não) com o final do expediente ela se despediu de mim com um abraço forte e disse que ia me esperar, combinamos melhor o horário e de 19h estava ótimo, ao final da tarde tomei um bom banho, levei o pênis bem, apesar de eu ser branco meu pau é mais escuro que o resto do corpo, com veias e uma cabeça levemente arosada e de tamanho normal, aproveitei pra me depilar bem, assim que sai do banho me olhei nu no espelho, não se se todos são assim mas ao me ver pelado fiquei excitada, sou magro, apesar de comer muito hahaha, comi um pouco antes de sair de casa e ir para a dela, passei um perfume e fui, no meio do caminho diversos pensamentos me veio a cabeça, assim que cheguei na porta da casa 36 me dei conta que havia me esquecido da camisinha, mas será mesmo que vou precisar, talvez eu esteja me iludindo não sei, antes mesmo que eu batesse na porta e chamasse por seu nome "Marc.." ela abriu a porta, esteva com seus cabelos escuros presos e vestia uma camisa muito muito maior que ela, era como se fosse camisa e saia ao mesmo tempo já que chegava até metade da coxa dela
-- Poxa, chegou bem na hora, gosto de caras pontuais hein rsrs
-- É, eu tava sem fazer nada em casa e pensei que fosse demorar um pouco pra vir pra cá e...
-- Tudo bem bb, entra! eu tenho uns filmes pra gente ver.
entrei pela porta de madeira e dentro da casa era tudo muito comum e normal uma sala grande que dava para um quarto a direita aonde ela dormia e ao final da sala tinha uma espécie de cozinha, ou seja lá o que isso é, me sentei no sofá e foi ai que reparei nas coxas dela, negras como ébano, lisas, até reluzia a luz, não consegui meu pau foi ficando duro, ela sentou do meu lado e ligou a TV, olhou pra mim com aqueles olhos verdes e disse
-- a Tv alta é um bom fundo sonoro não acha?
-- Como assim?
-- Bobinho rsrs, te deixo nervosa não é?
-- Bom... um pouco
-- Eu gosto disso, percebi seus olhares pras minhas coxas, sente isso!
ela pega minha mão e coloca na coxa dela, passei alisando e senti ela arrepiar, meu pau ficou mais duro do que já estava, dava pra sentir a cueca ficando molhada, ela se deita no meu ombro e diz..
-- eu adoro e seu jeito, meio inocente, gosto disso, é virgem?
-- Não! não sou
-- poxa... tenho um fetiche de tirar a virgindade de alguém rsrs
dizendo isso ela passa a mão na minha calça e sente o meu volume..
-- bom a essa altura acho que nem preciso dizer que tenho vontade de te dar né bb?
-- Rsrsrs bom, não vou mentir que tenho vontade de fuder você... em um bom sentido claro
ela rir alto e me beija, que beijo doce, tinha um hálito suave, e seus lábios grandes e cheios sabiam beijar como nenhuma outra, não sei se é minha tara por negras ou se era ela mas meu coração estava a ponto de explodir em meu peito, após um beijo molhado e demorado com alguns intervalos para selinhos e risos, eu decido tomar a iniciativa mais ousada, empurrei ela no outro lado do sofá e tirei o camisão dela, ela estava sem sutiã nem calsinha, tinha os peitos um pouco maiores do que eu pensava, com bicos grandes e pretos, estavam pontudos, ela tinha um piercing no umbigo e entre as coxas uma buceta com pelos pequenos e bem aparados.
-- Nossa bb gostei rsrs espero que goste da minha larrisinha! rsrs
beijei-a mais e fui descendo, primeiro pelo pescoço e logo em seguida para o seios dela, ficaram ainda mais duras com minhas lambidas, não fazia idéia de quanto tempo havia passando só estava ali naquele momento, e que momento! quando desci para a buceta fui beijando-a na barriga, ela se contraia parecia sentir cocegas, gostava daquilo, quando cheguei na buceta estava tão molhada que senti um gosto de gozo, não era comum, me lembrava de relações anteriores que não achei o liquido vaginal com gosto não muito bom mas ela era diferente, era um gosto bom que me instigou a cada vez mais chupar, a cada chupada ela um gemido abafado de tesão e prazer que eu sentia que apenas me motivava cada vez mais 'ai.. ai... ah... isso... mais devagazinho...", introduzir dois dedos e dentro da vagina diz uma forma de gancho pra estimular o ponto G dela, pelo visto consegui fazer direito, não demorou muito ela estava gemendo alto e gozou ali mesmo 'AH,ah... isso... não para pvf.. iss.. a.. ahh..", ela se contorceu e gozou na minha boca, aquilo me deu um prazer imenso pois satisfez dois fetiches meus, um de transar com uma negra outro de uma gostosa gozar na minha boca, fui subindo e beijei ela, com a boca gozada e tudo, ela estava ainda trêmula e com uma cara de prazer imenso enquanto me olhava com seus olhos verdes.
-- Adorei sua oral, nunca pensei que alguém tão tímido fosse me fazer gozar desse jeito
-- obrigado.. bom, gosto de dar prazer e também de receber rsrs
-- prometo que será uma oral que fosse não vai esquecer gatão!
sentei no sofá, nem me lembrava que a televisão estava ligada e sinceramente nem me importei, tirei o tenis, a camisa e quando fui tirar a calça ela me impediu e pediu pra ela tirar, assim que ela mesma terminou de me deixar nu, e olhou meu pau mesmo na frente dela, babando de um jeito que eu mesmo nunca tinha visto, ela olhou pra mim e foi aproximando a boca da cabeça da minha rola, e bem devagarinho foi colocando boca a dentro sempre me olhando com aqueles olhos verdes, aquela pele tom de ébano que me deixava cada vez mais louco de prazer, e foi assim pelos próximos minutos, sempre me olhando com um olhar de prazer enquanto fazia a lingua dançar sobre minha rola, a sensação que senti foi intensa e ela parecia sentir o que eu sentia, toda vez que eu pensava que estava próximo de gozar ela diminiu a intensidade e depois voltava, parecia que queria me torturar mas eu estava amando meu coração mal se continha no peito, a sensação de prazer, uma coceira boa não sei como dizer ela tinha um dom na lingua e nos lábios com a cabeça da minha rola que nenhuma ex teve, alterava entre beijos e gargantas profundas até que eu estava prestes a gozar
-- ah.. ahh... não.. isso.. vai... vou gozar tira a boca
-- Não! quero que você goze na minha boca! vai safado goza!
tentei segurar, mas não consegui, nunca tinha gozado tão intenso senti até o coração parar e depois voltar quando voltei a abrir os olhos ela sorria, com o rosto melado e a boca babada, pulou rápido em mim e nos beijamos prolongadamente, não me importei de ter provado meu prórprio gozo pela boca dela, mas só em ter-la nos meus braços sobre mim, aquilo sim, conseguio me alcamar bem, apos alguns minutos abraçados e nos beijando ela disse bem baixinho ao meu ouvido
-- agora quero que fosse foda minha buceta
aquilo me vez arrepiar e já me sentia pronto pra mais uma rodada, me deitei no sofá e ela montou em mim, passei um bom tempo, gemendo assim como ela, sentindo o quão gostoso é a buceta dela, e pensando no quão sortudo eu sou de tá ali, depois me perdi de mim mesmo, gozei várias vezes e ela também, trocavamos de possição e depois começava tudo denovo, naquela noite me entreguei ao prazer que ela me deu entre as pernas e tudo aquilo que consegui dos seus lábios, não me lembro como mas quando nos demos conta tinhamos perdido a conta de quantas vezes tinhamos transado e já eram 3 da manhã e nós dois ainda tinhamos que trabalhar, dormi com ela, de conchinha, transamos mais algumas vezes até as pernas doerem mais do que já doiam não aguentarmos mais, não sei como consegui me levantar da cama assim que acordei, não sabia se realmente tinha transado tanto com ela ou se alguma parte daquilo foi só um sonho, mas ao vê-la do meu lado com aquele nariz pequeno e fino com um biquinho na boca enquanto dormia cabeos meio bagunçados e nuas com a bunda pra mim... ah aquilo vez meu coração até errar as batidas, era como um anjo no corpo de mulher, eu estava cansado e ela também assim que acordamos nos arrumamos nas pressas e mesmo assim chegamos atrasados ao trabalho mas que importa? a noite foi incrível, naquele mesmo dia assim que acabou nosso horário e fomos nos despedir...
-- gostei muito do que tivemos ontem a noite... minha buceta tá com saudade da sua língua rsrsrs
-- quando quiser uma nova visita é só avisar
-- bom... que tal hoje de noite novamente, no mesmo horário, no mesmo sofá, tudo como um belo replay bb??
-- Já estou lá! rsrsrs
Bom aos que leram até aqui eu agradeço, é um conto inspirados em algumas fantasias minhas misturadas com experiência sexuais que tive! aceito dicas e críticas sobre minha escrita e o que acharam dessa história da Marcela? kkk
submitted by Nonsense_09 to sexualidade [link] [comments]


2020.08.13 13:06 R_DiasOficial Um Resumo Histórico dos Candidatos Presidenciais Democratas

"O partido dos pobres e oprimidos escolhe pessoas ricas e opressoras para a presidência."

Kamala Devi Harris. 55 anos. É polícia desde 1990 e está em posição de poder político desde 2003.

Eleger uma pessoa que pertence às forças polícias na altura em que as tensões raciais estão no seu pico não foi a melhor decisão do partido democrata. Ao contrário do consenso geral, ao longo dos anos a Kamala Harris veio a revelar ser o estereótipo perfeito de um polícia que abusa do seu poder, o que agrava um pouco a situação. É a mulher que mantinha os prisioneiros por um tempo superior ao das suas sentenças para obter mão-de-obra barata, e que prendia os pais das crianças que faltam as aulas, e ainda se ria na cara deles.
É uma pessoa que sempre defendeu ideias políticas controversas como o aborto até o parto, a pena de morte, baixar a idade de voto para 16 anos, ou a Affirmitive Action (uma política de discriminação racial que permite que pessoas Afro-Americanas possam entrar na universidade com notas inferiores à de pessoas brancas, enquanto que os Asiáticos precisam de ter notas superiores à de pessoas brancas. Ao contrário do que parece à primeira vista, esta medida veio contribuir negativamente na comunidade Afro-Americana).
É, também, uma mulher meia Indiana e meia Jamaicana, porém quando é convincente passa por Afro-Americana. Isto torna-se ainda mais controverso uma vez que certamente que beneficiou da escravatura praticada pelos seus antepassados, como o pai dela tanto se gosta de gabar. (É engraçado o facto de o Snopes classificar isto como "unverified". Bastava irem perguntar ao pai dela que ele não teria problema nenhum em confirmar, mas isso iria contra a narrativa... )
Também foi apanhada várias vezes a fingir ser alguém que não é, de modo a apelar aos votos de uma certa demografia. Por exemplo quando disse que fumava erva a ouvir o Snopp Dogg e o 2Pac enquanto andava na faculdade, porém nessa altura eles não existiam. Ou quando disse que o 2Pac era o seu rapper favorito vivo.

Joseph Robinette Biden. 77 anos. Está numa posição de poder político desde 1969 (ou desde 1840, segundo ele) e possui o apoio eleitoral da China, do Irão, do Bin Laden e de supremacistas brancos.

Tal como a Kamala, o seu passado também não é muito animador.
É mais conhecido pela sua War on Drugs que contribuiu para o encarceramento em massa de Afro-Americanos por cometerem pequenas infrações relacionadas com drogas.
Também é muito famoso por, de vez em quando, dizer frases do tipo:
É ainda o homem que, por mais irónico que seja, declarou Donald Trump como o primeiro presidente racista. Olhando para o passado do Biden, não será errado concluir que ele deve considerar os presidentes que possuíam escravos como "não racistas".
O seu historial cognitivo também não é dos melhores. Diz estar com pessoas que nunca esteve, em locais que não existem, a fazer coisas que não fez.
Tem acesso às perguntas antes das entrevistas e inclusive lê as respostas a partir de um teleponto. (Exemplo 1 - APAGADO PELO TWITTER); (Exemplo 1); (Exemplo 2); (Exemplo 3); (Exemplo 4); (Exemplo 5); (Exemplo 6)
Mas quando não tem diz que escolhem a verdade em vez dos factos, seja lá o que isso quer dizer. Confunde a mulher com a irmã. Cria frases sem qualquer sentido. Afirma que sempre foi contra a NAFTA, mas há provas de que votou a favor.. Mete o despacito a tocar no seu iPhone e põem-se a dancar num evento de hispânicos para combater o facto de eles apoiarem, maioritariamente, o Donald Trump. Num momento diz que está constantemente a realizar testes cognitivos, no outro diz que nunca fez um teste desse tipo e pergunta ao entrevistador Afro-Americano se ele é algum drogado viciado em cocaína.
Tem um problema com números: Diz que já morreram 120 milhões de pessoas nos EUA por COVID e recentemente corrigiu para 200 milhões, dos quais 6000 eram militares (quando o número verdadeiro é 7) e que metade da população norte americana foi morta por armas.
E depois também há o problema que ele tem de cheirar o cabelo, tocar de forma inapropriada e beijar mulheres na boca sem o seu consentimento. Uma dessas mulheres é a sua neta adolescente e as restantes são outras crianças que ele não conhece de lado nenhum.
Possui um caso de violação pendente, e inclusive a candidata a vice presidente, Kamala Harris, afirmou que acredita nas vítimas do Biden.
Por fim, ambos os candidatos democratas apoiam e apelidaram as manifestações que levaram a mais de 20 mortes, 900 ferimentos e mil milhões de dólares em danos como "protestos pacíficos" e andam a pagar para libertar esses criminosos (inclusive libertaram um pedófilo que penetrou uma criança).

Este post é apenas um pequeno excerto do passado destas pessoas. Com um pouco mais de investigação, é possível encontrar inúmeros outros fatores.

Obs: Decidi falar sobre a Kamala Harris em primeiro lugar uma vez que se o Donald Trump perder as eleições de 2020, quem irá ser o Presidente vai ser ela, e não o Joe Biden. Ele é o cadáver andante que o partido democrata está desejoso de se ver livre, assim que já não precisarem de o usar.
submitted by R_DiasOficial to portugueses [link] [comments]


2020.08.13 06:56 rutharagaom Pornografia e efeitos cerebrais

Oi gente. Vim aqui trazer uma informação, acho que muitos já conhecem porém sempre bom reforçar. Vim falar sobre a indústria pornografica e como isso afeta seu cérebro quimicamente trazendo danos.
Não é mistério pra ninguém que a indústria financia muitas coisas ruins desde tráfico humano e escravas sexuais até as piores coisas. Mas eu queria falar especificamente sobre os danos que ela traz pro nosso cérebro e como afeta nossa performance Sexual ao longo do tempo.
Vou deixar aqui um link que explica tudo e um vídeo do terry crews falando sobre a isso também. Não vim ditar regras nem dizer nada apenas trazer informações. Esse grupo é sobre sexualidade e sexo e já que a pornografia trás efeitos colaterais péssimos para nós acho importante repassar.
É comparável até com droga, como alguns estudiosos dizem. Eu estou fazendo meu detox de pornografia e espero nunca mais usá-la. É bem difícil mas estou tentando.
https://www.google.com.bamp/s/pt.aleteia.org/2017/07/23/os-estragos-da-pornografia-na-mente-de-quem-a-consome/amp/
https://youtu.be/CRSun2V0sAA vídeo do terry
submitted by rutharagaom to sexualidade [link] [comments]


2020.08.11 19:21 rafac123 Mudança de Curso no IST (PARA QUEM JÁ MUDOU DE CURSO NO IST)

Oi, ultimamente decidi que queria mudar de curso dentro do técnico, mas tenho umas dúvidas acerca da candidatura. Já mandei um mail ao admissions office, mas ainda não tive resposta.
Quais são os documentos que são necessários?? Eu sei que existe uma página no site técnico a dizer quais são os documentos necessários, mas quando fui ver o regulamento que eles disponibilizaram (Regulamento n.º 465/2017) nessa mesma página, lá eram pedidos apenas três, menos do que os indicados no site do técnico. Afinal quais são os necessários??
Outra cena é o processo de candidatura em si. Como é que é suposto mandar a documentação toda, quando tentei fazer a candidatura não havia nenhum sitio para fazer upload dos ficheiros.
submitted by rafac123 to IST [link] [comments]


2020.07.31 01:33 Felicity4Now O mundo dá voltas, meu amigo

Oi queridos, tudo bom com vcs? Essa é minha primeira vez no reddit, mas fiz o login mais pra desabafar essa história que está pesando demais pra mim. Postei essa história em outra pagina, mas vou postar nessa tbm. Quem não gosta de histórias deprimentes e longas, pule esse post.
Tudo começou faz 2 anos, em 2018, qdo eu fui para o oitavo ano e resolvi me mudar de colégio pq eu não me dava bem com os colegas da escola anterior (quer dizer, sempre fui meio excluída em todas as escolas que estudei mas enfim). Para a minha surpresa, o pessoal desse colégio aparentemente tinha me aceitado e fiquei mto feliz, finalmente tinha me sentido incluída na escola, deu até um alívio. Mas bem, a história não eh exatamente sobre isso, é sobre oq eu vivi com um amigo meu, vamos chamá-lo de Clóvis. Nunca tinha tido amigos piá, mas nesse ano foi diferente, me dei melhor com os piá do q com as guria. E para a minha surpresa, Clóvis foi, e sempre será, meu melhor amigo, por mais q ele tenha até me esquecido.
A primeira vez q vi Clóvis, ele já me atraiu, sim gente, comecei a ter um crush nele, mas eu ignorei, achei q era coisa da minha cabeça. Enfim, no início, Clóvis era uma pessoa super legal, extrovertida, gente boa, zuera, e foda kkkk. Mas... dps eu descobri q ele tinha depressao, hj eu entendo q a maior parte das pessoas q riem dms são as mais tristes por dentro... sei pq isso aconteceu cmg tbm, mas vou deixar isso pro fim. Por conta da depressao, tentei ajudar Clóvis de todas as maneiras possiveis, dava conselho, brincava com ele, tentava animar ele, mas ele sempre tentava se matar, sem sucesso graças a Deus. Mas isso fez com q meus sentimentos ficassem confusos, pq eu n queria, tipo, namorar alguem baixo astral, já q eu era tbm. Eu sei exatamente oq vcs estão pensando agora, sou uma ignorante msm, eu concordo, n precisam ficar jogando na minha cara pq eu já sei blz?
Enfim, como eu tava mto confusa, acabei me enganando e achei q estava gostando de um amigo dele (vamos chamá-lo de Roberto). Roberto era um cara foda tbm, gente finíssima, alegre e tals, até q ele me pediu em namoro no mês de Maio, mas eu recusei. Dps, Clóvis me pediu em namoro, e eu recusei tbm, n queria arranjar encrenca entre os 2. Mas, no final do mês de Agosto do msm ano, começou a merda. Eu n me lembro mto bem o motivo, porem briguei feio com Clóvis e comecei a namorar o Roberto. SIM, oq eu n queria aconteceu, treta total meus amigos. Vcs devem estar pensando: “mds q BURRA”, pse, eu tbm penso isso de mim tá? Mas n dá pra eu voltar no tempo.
Assim, o namoro q eu tive com o Roberto foi meio q uma amizade colorida (pra vcs terem uma ideia, se beijamos apenas 2 vezes em 8 meses ksks). Na fase auge do namoro, entre Agosto e Outubro, Clóvis continuava brigado cmg, até pq dava pra ver q ele tava super puto cmg por n ter sido aceito, se sentiu trocado e humilhado (tá gente, eu tava confusa, n taquem pedra em mim pq eu já taquei um monte já, pfv). Mas dai no final de Outubro a gente conseguiu fazer as pazes e continuamos bons amigos, junto cmg namorando o Roberto.
Outro ano se passou e todos continuamos estudando na msm escola, ou seja, continuou essa msm confusao, msm com tudo resolvido. Até que, no final de março de 2019, terminei com Roberto, pq ele tinha sido mto imaturo cmg e eu n permiti mais isso, e percebi q n fazia sentido eu ter namorado ele, até pq eu descobri mta coisa ruim dele tbm, mas n vamos entrar em detalhes (caso queiram saber, eu continuo amiga de Roberto hj em dia, pq odeio guardar mágoas das pessoas, ou eh pq sou mto trouxa, enfim).
E dps disso, Clóvis ataca novamente. Ele começou a me paquerar, quer dizer, ele nunca parou, mas foi mais forte dessa vez, e a gente foi contruindo uma relacao ao longo do ano, uma relacao mto, mas mto forte. Continuávamos bons amigos, mas a gente era REALMENTE melhores amigos mais aquele lance de paquera, até pq descobri q nunca tinha parado de gostar dele. (ss, Roberto aparentemente levou um chifre discreto, mas n vamos entrar em detalhes).
Continuando, eu infelizmente tive q mudar de colegio, por conta dos professores, q por mais q eu tirasse nota 10 nas provas eles me humilhavam junto com todo mundo, e por conta das minhas amigas, q andavam me excluindo do grupo delas. Mas minha amizade com o Clóvis foi longe dms, eu acabei dando mto em cima dele sem nem perceber direito e ele se iludiu cmg. No final do mês de Novembro, ele me pediu em namoro.... e advinha oq eu falei? NÃO Serio gente, eu disse não. Ai ai, nem eu creio, mas vamos continuar. Eu disse não por vários motivos, entre eles: 1- Não podia namorar, principalmente pq meus pais n deixam e meio q peguei trauma da historia com o Roberto (chorava todo dia pq odeio mentir, me fez mto mal); 2- Tinha medo q ele se revelasse pra mim e me magoasse, até pq ele eh super negativo e enfim; 3- medo de aceitacao da familia dele; 4- paranóias; 5- medo de começar o namoro e dps ele me largasse; 6- trauma do Roberto; 7- Ficar com depressao por conta do namoro, até pq eu fico mal vendo ele mal; 8- me arrepender.
Tá, podem parecer motivos absurdamente imaturos, mas se coloque no meu lugar, eu sou imatura gente, dclp.
Logo, Clóvis ficou de mal cmg por uma semana, n soube como aceitar aquilo. Mas dai, ele aplicou o golpe baixo dps, o mar diminuiu e dps veio o tsunami, se eh q vcs me entendem.
Ele resolveu q queria ser meu amigo dnv dps de uma semana brigado cmg. Eu achei estranho, mas aceitei ele de braços abertos, ate pq odeio guardar rancor, como disse anteriormente. Mas... ele nunca mais foi o msm, ele ficou mto estranho cmg a partir dai. Ele começou a me sacanear, a zoar dms cmg, mas achei q era coisa da minha cabeça e entao deixei neh.
Até q, no inicio de Março de 2020, era meu aniversario, e Clóvis sabe q eu amo comemorar nesse dia pq adoro festas. Entao, ele simplesmente me bloqueou. Eu n entendendo nada, fui falar com o irmao dele perguntando se tinha acontecido alguma coisa com o Clóvis, e ele me falou q Clóvis estava bravo cmg por conta do q eu fiz. Como já tinha se passado meses, eu achei q ele tinha já superado tudo isso, mas n.
Bem gente, foi ai q veio o tiro. Dps de horas sem me responder, ele me vem me desejando feliz aniversario, me chamando de corna tbm (ele tinha esse costume de me chamar assim por conta do Roberto). Mas eu n curtia mto isso, na maioria das vezes ignorava. Eu fiquei tao triste com aquilo, pq poxa, eu achei q tinha acontecido alguma coisa seria com ele ou q ele tava com raiva de mim, entao, bloqueei ele e fiquei sem falar com ele ate o final do mês. Mas já n aguentava mais, eu amava aquele cara (por mais q eu tenha feito mta coisa ruim). Perguntei pro irmao dele se estava tudo bem com Clóvis, e ele disse q ss.
Logo, me vem uma amiga dele me mandando direct pelo Insta e me falando q ele queria falar cmg. Pensei bem, e como n gosto de guardar rancor, desbloqueei ele. Se eu pudesse voltar no tempo, n teria feito isso de jeito nenhum gente, pq oq aconteceu dps parte meu coracao ate hj.
Conversei com ele e ele falou tudo oq eu queria ouvir, q sentia mto e q ele havia agido com mta imaturidade, disse q eu tava confusa com meus sentimentos e q ele devia ter me entendido antes. Ai gente, eu tinha ficado tao, mas tao orgulhosa dele! Qdo ele falou tudo aquilo, eu senti um alivio, até pq eu n precisava mais sentir aquela pontada de culpa q eu sentia todo dia. Q nada gente, o pior foi dps...
Uma semana se passou, e ele me bloqueou, sem deixar rastros. Fui perguntar pra amiga dele pq q ele tinha feito aquilo, e ela jogou um balde de agua fria em mim. Disse q eu n entendia nada e q eu tinha colaborado pra depressao dele, q eu só fiz mal pra ele e q eu devia me sentir arrependida diante disso. Eu como qualquer ser humano, tentei me defender na hora, tentando achar razao em mim, mas dps de uns meses percebi q realmente, eu sou uma monstra.
Pedi pra ele me desbloquear pra gente conversar, e foi uma burrice. Ele falou q eu tinha arruinado grande parte da vida dele e q eu q joguei ele no inferno q a vida dele eh, e mto mais coisas ruins q vcs n precisam saber.
Eu me senti acabada, principalmente pq a gente tava tao bem e eu achei q a gente ia conseguir seguir em frente sabe? Eu tinha esperança daquela amizade maravilhosa continuar com tudo. Achei q a gente ia festejar mais festas juninas, zoar, sair pros rolê, se divertir, cheirar pó de giz (KKKKK), entre outras coisas aleatorias. Sabe, eu amava mto ele, mas dps disso tudo oq eu fiz, era de se esperar q ele ia me dar esse tiro.
No inicio, eu tentei me esquecer dele, xingar ele, pensar coisas ruins sobre ele, tentar botar a culpa nele. Achei q em umas semaninhas ele ia voltar pra mim, mas n, ele sumiu...
Ate q, com esse sumiço, comecei a me dar conta do q q eu realmente fiz. Como pude ser tao cruel? Só pensar nos meus sentimentos e n nos dos outros? Como q eu consegui agir achando q era certo qdo na vdd era errado? Gente, eu comecei a me sentir, tao, mas TAO culpada, q a culpa até dói.
Eu sei q vcs devem ta pensando: “Ta, fez e recebeu, eh lei do retorno, lei da acao e reacao”. Mas gente, eu tava tentando ser feliz uma vez na vida, tava tentando ser aceita, e isso nunca tinha acontecido cmg e me confundi dms. Achei q tava fazendo o melhor qdo na vdd eu n deveria ter namorado ninguem isso sim. Mas eu n posso voltar no tempo...
Enfim, abril e maio se passaram, e eu comecei a manifestar sintomas de depressao, por conta das coisas da escola, por conta da cobrança, e principalmente, por conta dessa situacao, pq comecei a sentir mta culpa msm. Fiquei doente do estômago por conta de tudo isso e ainda to meio mal, n consigo comer como antes tbm. Tentei falar com Clóvis umas dezenas de vezes, mas msm assim n tinha papo.
Até q junho começa e me chega uma solicitacao no direct do Insta, era uma menina (vamos chamar ela de Folks), me pedindo dicas pra gravar videos, ate pq eu posto mto video no Insta pra ver se eu me esqueço de tudo isso. Comecei a conversar bastante com ela, principalmente pq ela eh incrivelmente incrivel. Ate q um dia eu tava bem bad e falei sobre todos os meus problemas com ela, e ela me disse... q ela era amiga do Clóvis.
Na vdd sempre desconfiei q ela era amiga dele, por conta de varios motivos, mas n vou ser especifica. Mas n deixou com q eu n ficasse em choque com Folks. Desde entao, ela tem tentado me ajudar a superar isso, conseguiu convencer Clóvis a falar cmg e enfim.
As conversas q eu tive com Clóvis, mais pioraram do q ajudaram, até pq ele dizia q me perdoava, mas q n conseguia nem falar cmg e nem voltar a ser meu amigo. Eu entendo ele pq nem eu to aguentando mais a minha presença. Mas, isso n deixou de doer em mim... E qdo ele me disse q tinha conseguido me esquecer e conseguiu me trocar pela Folks, foi a gota d’água...
Sabe, eu n sabia q eu podia ser trocada como um objeto, achava q era coisa da minha cabeça. Mas ele me trocou, e pela Folks ainda, q eu considerava e considero uma grande amiga...
Ah, o pior n foi isso q ele me falou. O pior foi qdo ele me disse q no inicio da nossa amizade, ele tinha intencoes ruins cmg... não, n eh relacionado a sexo ou coisa do tipo, eh coisa mais sombria. Eu n sei bem falar oq eh pq ele n foi mto especifico, mas isso me doeu tanto, pq eu sempre desejei o bem dele, por mais q eu tenha feito mta besteira com ele...
Entao gente, se eu n tivesse feito tudo isso, será q ele teria feito alguma coisa cmg? Eu sou a culpada ou ele? Nós 2 somos culpados? Eu devo me humilhar pro resto da vida? Ele q tem q se humilhar? Oq q eu devo fazer agora? Essas são duvidas q eu tenho, quem puder esclarecer ou tentar compreender a minha situacao, pfv me ajude. Oq vc faria no meu lugar? Se vc faria a msm coisa q eu, oq faria pra consertar?
Bom, eh essa a minha historia, q ninguem sabe o final... Dclp se foi uma historia mto deprê, mas eh q eu tinha q desabafar em algum lugar, serio msm.
submitted by Felicity4Now to desabafos [link] [comments]


2020.07.23 10:38 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 11 a 4ta fase do CACD e recursos

QUARTA FASE
Em 2011, as duas provas da quarta fase foram aplicadas simultaneamente: questões de 1 a 10 de Espanhol (com dois textos para interpretação) e questões de 11 a 20 de Francês (também com dois textos para interpretação, o que difere da tendência de apenas um texto dos concursos anteriores). Para cada matéria, são cinco questões sobre cada texto, cada questão com valor máximo de 5 pontos. Não há previsão em edital com relação à divisão das pontuações dessas provas, mas, no concurso de 2011, a pontuação foi assim dividida:
- Espanhol: foram quatro critérios de correção com valor de 1,25 pontos cada: CG (Correção Gramatical), CT (Compreensão Textual), OI (Organização de Ideias) e CL (Qualidade da Linguagem).
- Francês: foram três critérios de correção: R (Resposta – adequação do conteúdo da resposta à pergunta, no caso de pergunta interpretativa, ou pertinência da argumentação apresentada nas questões de opinião), G (Gramática – ortografia, verbos, concordância, regência, acento etc.) e S (Estilo – qualidade da redação e da estrutura das frases da resposta do candidato). R vale, em geral, 2 pontos (nas questões interpretativas) e 1 ponto (nas questões de opinião). G vale, sempre, 2 pontos (penalização: -0,25 pontos para erro grave, -0,1 pontos para acento errado ou faltando e -0,5 pontos para palavra inventada). S vale, em geral, 1 ponto (nas questões interpretativas) e 2 pontos (nas questões de opinião). Na prova de 2011, a terceira e a oitava perguntas não tiveram nota S, apenas R (3 pontos) e G (2 pontos), sem motivo explícito para isso.
Muitos preferem escrever apenas as três linhas (que são o mínimo exigido), para evitar o risco de errar. Acho que os pontos que você pode perder por erros em uma linha não compensam os que você pode deixar de ganhar em uma resposta mais completa. No mais, acho que a única recomendação (bem óbvia) é evitar, ao máximo, repetir as palavras do texto. Paráfrase é, sempre, a melhor opção (às vezes, o próprio texto apresenta, em outras partes, sinônimos para uma palavra ou expressão). Cópias do texto podem ser penalizadas.
INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS
Assim que é liberado o gabarito provisório da primeira fase, os candidatos têm cerca de 48h para a interposição de recursos ao gabarito. Os recursos devem ser apresentados de maneira sucinta e objetiva, em até mil caracteres para cada recurso, sem possibilidade de uso de aspas para citações (informações de 2011). Não tenho outra recomendação específica sobre esses recursos, apenas uma informação acerca de uma dúvida comum: os recursos da prova de Inglês (assim como os recursos à correção das provas de Inglês da terceira fase e de Espanhol e de Francês da quarta fase) devem ser escritos em Português.
A correção da segunda fase é dividida, como visto acima, em Gramática e Texto. Como eu havia sido aprovado com boa nota na segunda fase, os professores de Redação aconselharam-me a nem entrar com recurso à nota de texto, ainda que certa nota da parte de texto da redação estivesse, segundo a professora do cursinho, um pouco incoerente em face das notas nos demais quesitos. De todo modo, acabei arrependendo-me um pouco de não haver pleiteado recurso quando vi que um conhecido que também havia ficado muito bem colocado conseguiu mais de um ponto de texto. Faça o que eu digo, não o que faço, e entre com recurso contra tudo o que você achar possível (isso vale para todas as fases do concurso, na verdade). No concurso de 2011, a maior concessão de pontos por recurso à correção da prova de Redação foi de quase cinco pontos, a maior que já vi, o que pode fazer enorme diferença na pontuação final para a aprovação (muitos candidatos não passam por poucos pontos ou décimos). De maneira geral, acho que a média dos candidatos que conseguem alguma coisa é de cerca de 1 a 2 pontos adicionais. Dado o princípio jurídico da proibição da “reformatio in pejus”, o examinador n~o poder reduzir sua nota, se você entrar com recurso; poderá apenas mantê-la ou aumentá-la.
O grande problema para a interposição de recursos na terceira fase é que, à exceção da prova de Inglês, não há nenhuma marcação ou comentário em seu espelho de provas, apenas a nota. Assim, para fazer o recurso, você deve argumentar que a nota obtida não está consistente com a argumentação apresentada, não vejo outro jeito. Acho que, se eles dificultaram nossa vida com isso, temos o direito e o dever de dificultar a vida deles também, solicitando revisão da correção de praticamente todas as questões da terceira fase, de todas as matérias. É óbvio que muitos recursos lhe serão negados, mas só consegue quem tenta. Como você não perde nada por tentar, recomendo que tente tudo o que puder. Fiz recurso para quase todas as questões em que tirei menos de 80% (nas demais, acho que seria pouco provável que me dessem mesmo, então nem tentei). No fim das contas, de 15 recursos, acataram 3, e ganhei 7 pontos a mais (mas um ponto não foi computado por erro do Cespe; como não me fez falta, não tomei maiores providências a respeito). Na terceira fase de 2011, cerca de metade dos candidatos conseguiu aumentar sua pontuação com os recursos. Mais da metade dos que tiveram algum sucesso no pleito ganhou 3 ou menos pontos, e a média de concessão foi de 3,8 pontos. O candidato que ganhou mais aumentou em 13,5 pontos sua nota. Com isso, pode-se ter uma ideia aproximada do que pode mudar com os recursos.
A seguir, algumas indicações e recomendações para os recursos na terceira fase.
Além de não haver nenhuma marcação ou comentário nas provas (exceto na de Inglês), o espaço disponível para recurso é de apenas mil caracteres por questão. O recurso deve, portanto, ser escrito de maneira objetiva e clara. Não adianta nada usar expressões prolixas e vocabulário rebuscado, seja simples e direto. Acho que n~o é um tom muito agradvel dizer algo como “a resposta apresentada cobre, integralmente, todos os pontos abordados pela quest~o” ou coisa parecida. Não tenho experiência com isso, afinal não sou professor e só precisei fazer esses recursos uma vez na vida, mas acho que, se o examinador tirou alguns pontos de sua resposta, é muito pouco provável que ele vá te dar todos os pontos de volta (exceto em questões mais pontuais, como erros de Inglês que são corrigidos ou eventuais contas de Economia corrigidas de maneira errada). Uma vez que você aceita o fato de que é quase impossível que o examinador te restitua todos os pontos que descontou de você, fica mais fcil n~o ser t~o “agressivo”. Acho que um tom bom pode ser algo do tipo: “o candidato reconhece que n~o abordou, integralmente, todos os pontos suscitados pela questão, mas solicita revis~o, por acreditar que a apenaç~o foi excessiva”. Depois disso, é necessário argumentar o motivo pelo qual sua resposta mereceria mais pontos.
Como já disse acima, você tem até mil caracteres para o recurso de cada questão. Nas questões de Inglês, por exemplo, tome cuidado, pois, se você quiser contestar a correção de vários erros de uma mesma questão (da redação, por exemplo), deverá fazê-lo tudo junto, nos mil caracteres. Economizar palavras é, portanto, essencial.
A argumentação deve levantar os principais aspectos tratados em sua resposta que dão conta da proposição sugerida pelo enunciado. Se você não cumpriu parte do que o enunciado pedia, errou conceitos, fatos e dados ou não abordou integralmente algum aspecto, acho desnecessário dizer que não é recomendável citar isso na resposta. Cite apenas os aspectos positivos, aquilo que você apresentou e que responde, satisfatoriamente, ao tópico central da questão. Se o examinador quiser ter o trabalho de ler sua questão de novo, para identificar o que ficou faltando, o trabalho será dele, mas não dê munições para que ele possa, sumariamente, recusar seu recurso.
A argumentaç~o deve ser, preferencialmente, do tipo: “foram abordados os seguintes pontos da resposta: xxxx (linhas 3-5), yyyy (linhas 8-10) e zzzz (linhas 15-25). Além disso, o candidato ainda apresentou discussão acerca da temática kkkk (linhas 30-37), relacionando-a aos pontos anteriormente descritos (linhas 40-50)”. É óbvio que essa n~o é uma fórmula mgica, deve ser adaptada a cada circunstância particular, mas acho importante demonstrar quais são seus argumentos fortes e onde eles estão no texto, para o caso de o examinador querer ler sua resposta novamente. Para ganhar espaço, ao invés de escrever “(linhas 3-5)”, prefira “(l. 3-5)”. Só parafrasear a resposta também não é suficiente. É necessário tentar, na medida do possível, argumentar um pouco sobre os motivos pelos quais aquela resposta deveria ter maior pontuação. A seguir, transcrevo o recurso de minha questão de Geografia que teve a nota majorada em cinco pontos. A questão tratava da navegação de cabotagem no Brasil, e, em minha resposta, fiz algumas referências a hidrovias. Segundo o professor do cursinho de terceira fase, muita gente foi penalizada (até mesmo com a nota zero), por tratar apenas de hidrovias. Como, em meu caso, eu havia tratado não só das hidrovias, mas também da navegação de cabotagem propriamente dita, procurei ressaltar, no recurso, que a menção às hidrovias não está fora de contexto:
Estou ciente de que nem todos os aspectos importantes do tema foram discutidos na resposta, mas, como há diversos elementos de conteúdo relativos à temática, como indicado a seguir, solicito revisão da pontuação atribuída. As hidrovias podem ser consideradas cabotagem quando conectadas a portos marítimos, o que valida a análise apresentada. Entre os aspectos favoráveis à cabotagem no Brasil, destacam-se tópicos como a eficiência energética, menores preços (linhas 38-44) e a alternativa do transporte aquaviário em face das rugosidades dos meios rodoviários, historicamente priorizados no país (linhas 20-29). Por outro lado, como desafios, há a histórica opção rodoviária (linhas 20-29 e 45-47) e a escassez de investimentos de grande porte na infraestrutura portuária (47-49). Nos últimos anos, investimentos no setor têm contribuído para parcial superação de tais dificuldades, ainda que diversos obstáculos ainda persistam à plena expansão do modal aquaviário no país (49-54).
A banca terá de ler dezenas e dezenas de recursos, o que faz necessário tornar o trabalho do examinador mais fácil e menos desagradável. Não se esqueça, portanto, de indicar as linhas em que as respostas indicadas por você podem ser encontradas (não adianta tentar inferir algo e dizer que “est implícito” também; lembre-se de que a banca pode recusar seu recurso sumariamente, sem explicações muito convincentes, então evite motivos para irritar o examinador). Além disso, não acho aconselhável indicar quantos pontos você acha que devem ser majorados ou quantos pontos você precisa para a aprovação, para tentar convencer a banca emocionalmente. Se tem uma coisa que a banca não tem é coração, e esse tipo de informação pode implicar recusa imediata do recurso, com o argumento de que houve identificação do candidato.
Ao fim da resposta, caso ainda haja espaço, você pode indicar algo do tipo: “Por acreditar, portanto, que os pontos acima apresentados foram corretamente discutidos na resposta, solicito, respeitosamente, majoraç~o da nota” ou algo do tipo. Além disso, se você houver tirado menos da metade da pontuação da questão, pode, ainda, alegar que solicita a alteração para maior da pontuação, já que as principais temáticas suscitadas pela questão foram apresentadas, o que não justificaria o fato de a nota atribuída ser menor do que a metade da pontuação máxima da questão. Obviamente, mais uma vez, seja, sempre, cordial.
Quanto ao fato de o recurso ser feito em primeira ou em terceira pessoa, não há diferença, use o que achar melhor (pode, também, alternar). Com relação a alternar o tipo de recurso, vale, também, lembrar que não é recomendável usar a mesma introdução em todos os recursos de uma mesma matéria. Às vezes, o mesmo corretor faz a correção de mais de uma questão de uma disciplina, razão pela qual dois recursos com início idêntico, por exemplo, podem irritar o examinador e implicar recusa dos recursos. Não acho que seja obrigatório citar bibliografia no recurso, a menos que seja para pontos mais específicos. Fazer muitas referências bibliográficas pode parecer que você está tentando ensinar o examinador, o que pode não soar muito bem (embora isso pareça, muitas vezes, bastante necessário).
Os recursos são interpostos por meio de uma plataforma online disponibilizada na página do concurso, no site do Cespe. Você não precisa fazer os recursos todos de uma vez. Pode fazer um, salvá-lo e voltar depois, que os recursos já feitos estarão disponíveis (você poderá, inclusive, editá- los posteriormente, dentro do prazo de elaboração de recursos). Com a divulgação do resultado final da terceira fase, o Cespe também libera as respostas dos examinadores aos recursos pleiteados. Leia todas com atenção para o seguinte: confira, de acordo com as questões em que o examinador disse que iria deferir seu pedido, se sua nota naquela matéria foi, de fato, majorada. Nas respostas a meus recursos de Inglês, os examinadores indicaram que iriam me restituir 2 pontos, mas reparei que minha nota total na prova havia subido apenas 1. Entrei em contato com o Cespe, e fui instruído a solicitar recontagem de pontos pelo SAC, via email (apenas enviei o email solicitando a recontagem, constando, em anexo, cópia do CPF e da identidade). Depois de três dias, responderam que não havia nenhum problema de contagem de pontos, e tornei a entrar em contato, reclamando da contagem errada. No fim das contas, o ponto que me faltou não fez diferença para o resultado final, mas fiquem cientes de que, se isso acontecer com vocês, é recomendável entrar com recurso judicial.
Para a quarta fase, é mais tranquilo fazer os recursos, pois há, teoricamente, indicação clara dos erros e das notas parciais em cada quesito. Caso haja alguma discordância, você pode recorrer facilmente. O problema, na prova de 2011, é que as marcações da maioria das questões de Espanhol estavam ilegíveis. Por isso, não havia como fazer recursos pontuais. O recomendado foi que fizéssemos recursos mais gerais, solicitando revisão das correções atribuídas e recontagem dos pontos. Apesar disso, salvo engano, acho que não houve nenhuma modificação nas pontuações dos candidatos aprovados (os mesmos 26 primeiros colocados após o resultado provisório da quarta fase continuaram em suas posições e foram aprovados).
submitted by diplohora to brasilCACD [link] [comments]


2020.07.23 10:28 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 7 graduaçao universitaria

A UnB E O CACD
Já ouvi muita gente perguntar quais disciplinas universitárias são úteis para os estudos para o CACD, mas nunca vi nada escrito a respeito. Com base em minha experiência universitária, cito, aqui, o que foi (e o que não foi) útil para minha preparação. Minha graduação é em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, pela turma LVII (2007-2010). Para aqueles que não estudaram na UnB, sugiro, caso se interessem por isso, que confiram, na página http://www.matriculaweb.unb.br, qual o conteúdo programático das disciplinas sobre as quais falarei a seguir, para que possam ter, mais ou menos, uma ideia a respeito. Obviamente, é tudo muito relativo e depende de vários fatores (especialmente, do professor da matéria e das leituras selecionadas), mas, de qualquer forma, seguem as recomendações (as matérias estão listadas, aproximadamente, de acordo com a ordem de pré-requisitos).

DIREITO
Introdução ao Direito 1 e 2 (ID 1 e 2) – não ajuda em praticamente nada.
Teoria Geral do Direito Público (TGDP) – ajuda tão pouco que só vale a pena fazer se for obrigatória mesmo, ou se quiser fazer Direito Internacional Público.
Teoria Geral do Direito Privado (TGDPri) e Direito Internacional Privado (DIPri) – a Faculdade do Direito é um pouco seletiva quanto a matricular os alunos de outros cursos nessas matérias. Dessa maneira, não conheço ninguém que as tenha feito (que não curse Direito). De todo modo, não acho que seja muito importante para o CACD. Toda a parte de DIPri (que é o que, realmente, interessa para o concurso) foi dada, no cursinho, em uma aula de 2 horas. É bastante possível, também, estudar isso sozinho (veja as indicações de leitura na Parte IV deste documento).
Direito Internacional Público (DIP) – fiz com o prof. Eugênio Diniz e foi ótima matéria, mas não cobre todo o edital nem de longe; estudar sozinho pode ser mais produtivo.
Direito Administrativo 1 e 2 e Direito Constitucional 1 e 2 – não fiz, mas já ouvi comentários de quem fez e acho que não vale a pena. O conteúdo de Direito interno cobrado no CACD não é muito extenso e pode, com economia de tempo, ser estudado ou individualmente, ou em um cursinho. Além disso, os próprios professores dessas matérias costumam dizer: não são matérias para concurseiros.
ECONOMIA
Introdução à Economia (IntEco) – fundamental. A matéria dá boa base para os estudos, mas não é suficiente. Como acontece com todas as matérias cobradas, é necessário complementar os estudos, mas a disciplina ajuda bastante a dar uma noção inicial mais geral. São muitas turmas e muitos professores por semestre, com alta rotatividade (há muitos mestrandos). Se houver a opção de fazer com a Geovana Bertussi, não perca a chance. A propósito, se alguém se interessar, as apostilas de Introdução à Economia da UnB podem ser ótimas fontes iniciais de estudos (para saber como adquiri-las, entre em contato pelo site: http://www.unb.bfaceecointeco).
Fiz, também, Economia Quantitativa, mas é inútil para o concurso (embora seja pré-requisito para Microeconomia 1 e 2, Macroeconomia 1 e 2 e Economia Internacional). Defendo que não é necessário fazer todas essas matérias para estudar para o CACD. O que se cobra de Microeconomia, de Macroeconomia e de Economia Internacional é um pouco superficial (embora isso não signifique ser completamente simplório) perto do que você verá em todas essas matérias, e você pode estudar sozinho (para sugestões de leituras, vide a Parte IV - Sugestões de Leituras). Claro que elas podem ajudar de certo modo (para estudar, usei vários materiais dessas disciplinas, que consegui com amigos), mas não são imprescindíveis. Considerando, ainda, o nível e o tipo de cobrança de Economia nas últimas provas, acho que há mais um motivo de despreocupação (as provas têm sido bastante analíticas e gerais).
Formação Econômica do Brasil (FEB) (1500-1930) – bem importante, mas não imprescindível. Recomendo os professores Bernardo Mueller, Flávio Versiani, Adriana Amado ou José Novaes (com a ressalva de que o Novaes é conhecido por ser extremamente exigente, mas com o benefício de se aprender bastante).
Economia Brasileira (EB) (1930-atualmente) – muito mais importante que FEB. Fiz com a professora Geovana Bertussi, que é, sem dúvida, a melhor opção (embora ela não dê a matéria todos os semestres). Dos demais professores, nunca ouvi falar de algum que, realmente, valha a pena. Na falta, veja as sugestões de bibliografia na Parte IV deste documento.
História Econômica Geral (HEG) – fiz com o professor José Novaes, e foi uma matéria excelente, apesar de muito exigente. Foi a matéria em que mais li em toda a graduação (ele começa na Babilônia e vai até meados do século XX). Os métodos de avaliação são múltiplos, e o professor é muito exigente, mas foi uma das matérias da universidade em que mais aprendi. Para o concurso, pode ajudar com algumas matérias de História Mundial: Revolução Industrial, economia do século XIX, crises econômicas dos séculos XIX e XX, primeira guerra mundial e economia na década de 1920. Não recomendo com o professor Luiz Carlos Cavalcanti, uma vez que já ouvi diversas reclamações sobre ele. De todo modo, não é indispensável.
GEOGRAFIA
Geografia Política (Geopolítica) – foi a única matéria da Geografia que fiz. Achei interessante, e é útil para o concurso (cobre a parte do edital sobre “temas clssicos da Geografia Política”). Acho que as demais matérias da Geografia n~o valem a pena. O conteúdo exigido no concurso é bem elementar, se comparado às demais matérias exigidas; dá, tranquilamente, para estudar sozinho.
HISTÓRIA
Introdução ao Estudo da História (IEH) – não vai ajudar em nada, mas é necessária, por ser pré-requisito das matérias do Departamento de História.
História Social e Política Geral (HSPG) – não recomendo a ninguém, só se o professor for muito bom (raridade nessa matéria).
História Social e Política do Brasil (HSPB) – foi muito boa (fiz com a prof. Ione); pelo que já ouvi, os professores da matéria são quase sempre recomendáveis.
História do Brasil 1, 2, 3 e 4 – só fiz a 1, e, apesar de boa, não ajuda em quase nada para o CACD. Pelo que já ouvi, as outras podem ser úteis, mas nada que estudar sozinho, com boa bibliografia, não substitua. De qualquer forma, todas as matérias de HB têm apenas Introdução ao Estudo da História (IEH) como pré-requisito, então você pode fazer apenas HB2, HB3 e HB4, na ordem em que preferir, para estudar para o CACD (para HB2, prefira a prof. Diva; para HB3 e para HB4, prefira a prof. Ione).
História Contemporânea 1 e 2 – não fiz, mas já me falaram muito bem (um dos professores, Virgílio, já deu aula em cursinho preparatório para o CACD; já ouvi bons e maus comentários sobre o Wolfgang, que também dá a matéria às vezes).
História da América 1 e 2 – não fiz, mas já me falaram muito bem (o Francisco Doratioto, que dá a matéria às vezes, é membro da banca corretora de História do Brasil).
História das Relações Internacionais do Brasil (HRIB) – é ofertada pelo IREL. Boa matéria, usa o livro do Amado Cervo e do Clodoaldo Bueno como literatura básica, e o professor (Carlos Lessa) faz parte da banca de História do Brasil. Recomendo (ainda que, como pré-requisito, haja a não tão recomendável assim História das Relações Internacionais Contemporâneas, com o prof. José Flávio Sombra Saraiva). Foi uma das poucas matérias da graduação cujas anotações usei extensivamente, na preparação para o concurso.
Política Exterior do Brasil Império – já foi ofertada pelo IREL, mas apenas ocasionalmente. Foi uma matéria muito boa (na verdade, não é só Império: começa nos primeiros tratados de limites Portugal-Espanha e vai até o início da República, com o Tratado de Petrópolis). Como é bem pouco provável que a matéria seja ofertada novamente, sugiro uma das principais leituras da disciplina: Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas: um ensaio sobre a formação das fronteiras do Brasil (Synesio Sampaio Goes Filho) – excelente obra sobre formação territorial brasileira. É indispensável a leitura completa (h um fichamento da obra disponível no “REL UnB”).
POLÍTICA INTERNACIONAL
Introdução ao Estudo das Relações Internacionais (IERI) – bastante inútil. Só pode ter alguma utilidade se você pretender cursar as disciplinas do Instituto de Relações Internacionais (REL) que a têm como pré-requisito (quase todas). Se não for seu caso, sugiro estudar a parte de Teoria das Relações Internacionais pela bibliografia sugerida na Parte IV deste documento.
Introdução à Ciência Política (ICP)/Teoria Política Moderna (TPM)/Teoria Política Contemporânea (TPC) – o que pode ser útil dessas matérias é quase nada (só para não dizer “nada” mesmo), ent~o acho que não vale a pena fazer essas matérias apenas visando ao CACD.
Teoria das Relações Internacionais 1 e 2 (TRI 1 e 2) – a parte cobrada de TRI no concurso é tão elementar que considero perda de tempo fazer as duas matérias apenas para estudar para o CACD. De todo modo, se forem obrigatórias para você, tanto melhor, que não será necessário se preocupar com os estudos dessa parte. Para os demais, vide as recomendações de leituras desse assunto na Parte IV deste documento.
Organizações Internacionais 1 (OI 1) – aprendi bastante sobre: a Liga das Nações, o uso da força, a ONU e a atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Acredito não ser necessário cursar a disciplina, apenas a leitura dos textos pode ser suficiente. Destaco duas leituras que considero mais importantes:
- “Diplomacia e Fiasco. Repensando a Participaç~o Brasileira na Liga das Nações: elementos para uma nova interpretaç~o” (Norma Breda dos Santos, in: Revista Brasileira de Política Internacional, vol. 46, nº 1, pp. 2-27) – importante para a prova de História do Brasil.
- O Conselho de Segurança após a Guerra do Golfo (Antonio de Aguiar Patriota) – o livro todo (a obra est disponível para download no “REL UnB”).
História das Relações Internacionais do Brasil (HRIB) – já citada em História.
Temas das Relações Internacionais do Brasil – matéria também ministrada pelo Antônio Carlos Lessa, trata de análise mais recente da evolução da política externa brasileira e usa como base os dois volumes do Relações Internacionais do Brasil: temas e agendas. Matéria não recomendada para quem ainda não cursou História das Relações Internacionais do Brasil (apesar de esta não ser pré-requisito para aquela). Não a cursei, mas já ouvi bons comentários a respeito.
Nenhuma outra matéria que cursei na UnB foi, de fato, significativa para os conhecimentos avaliados no CACD. Acho que disso já dá para perceber que cursar Relações Internacionais pode não significar muita coisa com relação aos estudos para o CACD. Praticamente todo o esforço de estudos para o CACD acaba sendo próprio.
LÍNGUAS
Quanto às provas de Português, de Inglês, Espanhol e de Francês, não tenho nenhuma recomendação de disciplina a fazer. Para a segunda fase de Português, como a cobrança e a correção são muito específicas do CACD, recomendo apenas os cursinhos preparatórios para o CACD mesmo. A prova de Inglês exige domínio avançado da língua, não apenas os conhecimentos básicos que se adquire em cursos regulares do idioma ou em disciplinas instrumentais. Por isso, acredito que, caso você sinta necessidade de aprender mais, o mais recomendável deve ser um cursinho específico para o CACD. Há a disciplina de Inglês nos cursinhos preparatórios voltados para o CACD, mas há, também, cursos de Inglês especializados na prova. Para mais informações, veja a próxima seç~o, “Cursos Preparatórios”. Como o nível de cobrança das provas de Espanhol e de Francês é elementar, acredito que as disciplinas optativas dessas línguas podem ser úteis. Tenho um pouco de preguiça de cursos de idiomas em escolas de línguas, pois, além de demorarem muito, você fica muito dependente do andamento da turma como um todo. Espanhol eu já havia estudado no ensino médio, em um curso regular de idiomas, e na Argentina, em 2010, então revi pouquíssima coisa para o CACD. Fiz aulas particulares de Francês e acredito que foi a melhor opção. De todo modo, se você tiver disponibilidade de tempo e ânimo, bons cursos de Espanhol e de Francês podem ser úteis no longo prazo.
submitted by diplohora to brasilCACD [link] [comments]


2020.07.21 02:16 Dony_zika Vei me ajuda ae

Oi nao vou dizer minha idade mas sou jovem,e nos ultimos anos minha vida ta uma doidera,por minha culpa!!!!! Tem a ver com vicios,mas nao o vicio que todo mundo ta acostumado como o vicio em drogas,mas sim de GAMES.
Bom pra ficar melhor de entender infelizmente vou fazer voce leitor ler um poukinho da minha vida estupida,foi mal. -_(' '/)_-
Eu nasci em SP Capital e fui pra uma cidade pequena num estado proximo,por questoes financeiras qunado tinha uns 8 anos,minha vida era como a de qualquer um ate entao. Mas dai como e uma cidade pequena e eu comecei a estudar num bairro onde so tinha umas criançadas do capeta eu sofri bullying por ser nerd,e ter cabelinho de tigelinha.Os anos passam e eu aos meus 14 anos tinha uma namorada(conversei com o pai dela inclusive), tinha varios amigos e saia pra varios roles,isso com 14 anos!! Nao era tipo,o jovem moderno influencivel da mulekada mas tinha uma vida super maneira.
Bom como disse vim pra uma cidade pequena por conta de uma situação financeira( dos meus pais é claro),e eu estudava numa escola pobre,mas meu sonho era sair daquele lugar mesmo que isso custasse minhas amizades e meu relacionamento(afinal eramos mto jovens,mudança de escola ia acarretar numa separaçao) e so pra deixa claro nao era um relacionameeento u lala, eu so tinha 14 anos,mas nos conheciamos desde a infancia.Durou um ano apenas(bastente pra um jovem na minha opinion).
Com 15 anos,meus amigos me zuavam diariamente na sala no comecinho do bimestre,motivo? Apanhei dum traficante numa festa por conta de bebida.E alem disso,tinha terminado meu relacionamento e estava muito triste.Convivi desde entao com complexo de inferioridade e TENHO a certeza de ser um completo feiao.Um dos varios motivos a me levarem a nao pegar nem gripe ( vantagem na luta ao corona,acho).
Bom,diante de td isso,eu me mudei daquela escola que ficava num bairro bem pobre ( nao e o mesmo da infancia),e fui pra um outro colegio no centro onde era bem mais chique e grande.
Mas nao durou 4 meses pra me isolar,se eu fosse te contar o motivo estaria entre ser excentrico,nao saber conversar e ser muito timido,MUITO timido,oque me fez passar pra traz.Dai de repente e tipicamente do adolescente peguei um odio por seres humanos e me tranquei por 2 anos em casa jogando LoL,nao saia pra cvs,meu cabelo estava horrivel e tinha viciado em cigarro,alcool e maconha e quase fui pra cocaina.Parei com o alcool mas ainda fumo maconha e cigarro. Tenho uns ''amigos'' mas nao me consideram o suficiente pra me dar um pao. So fumo maconha com eles de vez em vez e jaelviz.
Hoje tenho um estilo nao tao feio,corto meu cabelo regularmente e estudo normalmente desde que tentei colocar minha cabeça no lugar.Mas o meu vicio em jogos,nao parou,e so cresce mais e mais.Junto com uma especie de angustia em ser eu mesmo.
Eu queria ter uma vida social,quer dizer,pelo menos isso.Sou pobre e feio nao poderia pelo menos ter uma vida com amigos e uma namoradinha ao menos? Oque falta em mim pra ser iguais a esses jovens de hoje ? E sera que eu preciso disso? Como eu faria pra largar esse vicio e ter um pouco mais de vida social.
Ta eu sei,problema social e vicio qual deles conversaremos mas, acreditos que ambos estao muito conectados nesses problemas nos ultimos anos kkkk . Vlw por ter lido um abrss e pf oque eu faria ? Qualquer coisa me ajudaria nesse momento.
(Nunca desabafei seila num post escrito entao me perdoe os erros de portugues e etc).
submitted by Dony_zika to desabafos [link] [comments]


2020.07.20 15:39 NotAGingerMidget O Problema do Buy And Hold e Stock Picking

Como contraponto ao que tenho visto muito nesse sub, uma defesa do B&H e de Stock Picking como métodos absolutos e infalíveis, prefiro apresentar alguns grandes problemas que raramente são considerados.
Em primeiro lugar, precisamos parar de considerar qualquer "máxima" definida por estudos de mercado americano e aplicar eles diretamente ao mercado nacional sem qualquer consideração, dentre eles:
Esse retorno é uma média olhando pro S&P 500 ao longo dos últimos 100 anos, acreditando que histórico de rentabilidade garante rentabilidade futura, nada é garantido, muito menos aplicar histórico de mercado americano diretamente no mercado Brasileiro sem qualquer nexo.
Essa é uma das minhas favoritas, principalmente vindo do pessoal que ama stock picking. O Ibovespa não é perfeito e tem várias falhas, quanto a isso não temos dúvidas, mas se mesmo assim apenas 44% dos fundos de ações ativos batem Ibovespa em 3 anos, exato, quanto mais longo o horizonte menor é a quantidade de fundos que batem esse índice falho.
Aí vem o bom e velho comentário, "mas eu bati o Ibov nos últimos xx anos", parabéns então amigo, mas qual a chance de que isso continue sendo verdade? Gestores com bilhões em custódia, times com mentes brilhantes trabalhando noite e dia para um aumento quase irrisório de rentabilidade não conseguem bater ele no longo prazo, o que o torna diferente?
Usar o exemplo de Netflix, Amazon, Magazine Luiza, ou meu exemplo favorito: Monster, exato, a marca de energéticos, foi de U$ 0,05 em 2001 para U$ 74,22, um retorno de 148.440%. A questão é o timing, o que garante que você teria pego uma ação nesse patamar de preço? Nenhum indicador fundamentalista indicaria como uma boa penny stock, era uma aposta tão grande quanto comprar Oi, Dommo, Tecnisa ou qualquer outra "meme stock" hoje em dia, considerar esses retornos são pouco realistas de serem replicados quando falando realisticamente de stock picking.
O timing importa e muito, alguém que tivesse patrimônio em bolsa americana em 2000 pensando em se aposentar, caso não tivesse caído fora do mercado antes da bolha, ia ter visto seu patrimônio derreter, ficando lá embaixo por muito tempo, esticando a aposentadoria por mais alguns anos.
O grande problema desse lema é que pessoas não tem tempo infinito, o famoso longo prazo, o mercado pode dar um retorno sensacional no longo prazo, mas não significa que você tem todo esse tempo disponível pra aguardar, o mercado trabalha em ciclos. Vamos ter períodos de alta, de lado e de baixa. Podem durar por anos.
Nesse ponto algo que gosto de enfatizar que pouco se comenta, é olhando o mercado brasileiro no ambiente global, mais especificamente a performance dos índices Brasileiros seja ele o Ibovespa ou outro índice que prefira utilizar dolarizados. Mas você pode se perguntar: "Porque dolarizar? O mercado é medido em reais, o retorno % em reais, porque não avaliar tudo em reais?", essa resposta é bem simples, vivemos num mundo globalizado, seu poder de compra global é bastante importante, não adianta ter retorno de 10% a.a. se a moeda desvaloriza 15% a.a., o ganho real é negativo no âmbito global.
E com essa analise do Ibovespa dolarizado a coisa fica feia, nosso topo histórico é lá em 2008, exato, até hoje 12 anos após a crise não nos recuperamos, existem algumas metodologias diferentes para calcular esse número, mas o topo histórico seria na casa dos 44,5k em Maio de 2008, hoje estamos em torno de 18,6k.
Ou seja, a mais de uma década andando de lado ou pra baixo numa escala global, não importa que o número esteja bonito em BRL, se o real esta perdendo valor constantemente, não quero necessariamente dizer que o Real va virar o Bolívar venezuelano, mas a desvalorização dele é algo que pode corroer sua aposentadoria bem rápido, pra quem estava 100% em reais no começo do ano, viu o patrimônio encolher de forma acelerada em Dólares.
A ideia aqui era só passar uma perspectiva de que não, o B&H não é a resposta de todos os seus problemas, aportar 100% do seu PL em bolsa não é sensato, diversificar é a chave, isso inclui diversificar em ativos físicos, advinha o valor do que não derreteu na época de hiperinflação? Exato, imóveis, seu tio que não quer escutar porra nenhuma sobre seus R$ 300 de provento mensal de FIIs e quer comprar um apartamento pra alugar tem motivo pra isso, ele provavelmente já pegou uma hiperinflação ou outra em terra tupiniquins pra saber que o que retém valor são ativos físicos, liquides vs segurança é uma discussão importante.
Um outro ponto é diversificar em mercados globais, definitivamente olhar mercado americano e mercados asiáticos, se ficar dependendo só de Brasil, vai depender de aposentadoria do governo, e querendo ou não ETF de S&P vem ano atrás de ano batendo a maior parte dos gestores, tirando as grandes exceções, mas não foi comprando VVAR, MGLU e WEGE que eles tiveram esses retornos.
Nenhuma estratégia garante retorno futuro, mas diversificação somado a investimentos em si mesmo para aumento de renda são os melhores caminhos pra não ficar na merda.
submitted by NotAGingerMidget to investimentos [link] [comments]